sexta-feira, 30 de outubro de 2009

E do vazio...

Tentando ficar parado e simplesmente calar as vozes cobradoras de minha mente

que deseja agradar a todos que amo,

agradar aos outros para então ser agradado –

aceitando-os do jeito que são e desconsiderando o que sinto pra fazer eles se sentirem bem.

E num problema,

já que a humanidade em si é cheia de incoerências e controvérsias –

e todos sendo um bolo de idéias plantadas durante a vida –

idéias as quais me custa a vida,

idéias as quais custa a vida de quem acredita nelas,

por vezes alguns nem se questionam porque vivem o que vivem,

porque acreditam no que acreditam,

porque agem da forma que agem –

E o automático ativado sobre uma estrada que é curva e cheia do novo.

Eu tento por consciência me colocar em retaguarda,

o que me mostra a cada dia mais vazios os quais minha alma se apóia

e toda utopia que criada

e assim encarar o desafio que é conviver com um ser que nada mais é do que questionamentos sobre ações,

do jeito estranho que soem,

do jeito maluco que sejam,

minha humanidade se cansa de tanta cobrança de mim mesmo,

de toda influência de meus pais em mim mesmo,

de tudo que sonho e de tudo que deixo,

de um jeito em que por ora um quarto silencioso e vazio, escuro e úmido

me basta o olhar o teto negro e não ver nada.

Costumava rotular coisas pela dificuldade que trazem

e me alegrava de pular um estágio em senso-comum difícil –

hoje nada mais do que o viver por querer fazer o que gosto e os conflitos em mim mesmo,

de mim mesmo em fazer o que gosto,

das cobranças que tomo,

das feridas que carrego,

do vazio que vivo

do vazio que levo.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Por ora, a noite...

Noites que eu desconheço sem ao menos antes tentar tocá-las, mas de alguma mudança talvez acha-me no que os problemas das palavras em tentar traduzir o que sinto em uma língua simples que é poder falar em simplicidade e dizer quase tudo , em preposições tão diferentes mas tão certeiras, em sons que dizem falam cantam ouvem enquanto comunico; essa língua de noite , que me perco por ora e sozinho me pergunto tanto, talvez seja a paixão em fazer parte de um roteiro de que goste demais, perdido nas entrelinhas das frases tão ouvidas tanto por aí ;a câmera sai em busca da verdade que é relevar por meio disso o que de vida nos resta nessa terra que se deteriora, agora portanto me encho de nada , e descarto aquilo que nos trouxe até o hoje, e isso é difícil principalmente por viver num ambiente em que o ontem é a resolução do hoje, tanto do que vivem é tudo de ontem, nada de futuro senão tentar reproduzir de forma mais abundante o ontem, e assim se criam as éticas em fazer um trabalho bem feito, o que quero senão viver o que segredo que é vida em oferecer aos seres o ar dela própria, agora eu te digo que nada mais disso quero, portanto as minhas verdades que construo num dia de acordo com o que quero e com os meus objetivos, respeitando os demais que convivem comigo, mas não me prendendo por eles. Humanos são muito de julgar e parar minha existência e perder meu tempo nos ideais em fôrma que tem , nada é assim tão perfeito quanto pensam, e nada vai ser perfeitamente que nem num livro que tanto acreditam e em fé propagam, a realidade é um pegadinha que só esperto que reconhece no tempo que ela aparece , por enquanto, outra vez disso, os meus instintos e minha estrutura biológica me servem, e meu coração que ama a quem deve por amor a quem merece, e a essas pessoas minha condolências por que não sou mais um usual, mas alguém que ama e que é simplesmente diferente, que entendam quem sou antes que eu morra, ou antes que morram e continuem amargurados pensando o que o amanhã cairá tão bravamanente sobre, as noites que desconheço são somente uma forma de tentar descobri mais um pedaço do que não sei o quanto mensurar , portanto por aqui fico antes que essa acabe e de responsabilidades o dia me encha amanha e não dê conta, por enquanto e portanto, devo ir, que me entendas e que me beijes. Boa noite.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Answer

I wish I could understand in rational way the word meaning of "miss". I mean, I was feeling pretty much alones these days - what made me ask about the posture a took from stop talking to you. I had quite clear the idea in my head, and I was living with it normally, sometimes I wish all this bad situation just going away in a magical painless way. In the end it is not just about us two, but the idea of form a close happy and helping group that me, you and Lucas turned into.

I am not telling you that I didn't turn sad and angry when you burned me, I felt violated, so sad, because I could handle the feeling of having some-other-one doing it, or maybe not, but a friend of mine makes all that in a bitter way of seeing our friendship, a bitter depressed way of seeing myself with that injury. Although, when the time was going by I just was leaving behind the hate I felt for you and trying to make a whole new life without you guys. It was so difficult, but I just kept my decision ‘cause in the truly way the burn was a little thing I was waiting to end our friendship.

If there's a thing I know about myself is that I like a harmony environment in my life, Iike seeing all those things going good, without little troubles and I was feeling a tone into your voice and attitude when you used say things about me, like a disdain to me and my things, maybe you don't know that, and probably you didn't do it in a consciousness way, but I used to hate it.

Besides, I think you really negative about yourself, you complaining and trying to find a mistake in your plans, I mean you are intelligent and talent, you don't need to keep those thoughts inside of you saying you're nothing, I HATE seeing you acting and feeling in that way, you're so much more and you don’t let yourself live it, and it's just sad and unfair.

I know I am not perfect in doing my plans in a exactly way that I first thought about, but Dilermando I am trying so hard to get what I want, I wake up and go to the bed just thinking in how to get what it - that drives my life, all the time and I hate to see me failing in my action, realizing that it didn't go in the way I was thinking of, that makes me feel so depressed and sad.

I like being in the middle of people that understand that everything is circumstantial and trying to do some effort in turning then into something better. Sometimes I know it is so difficult to see things like that, but I need to be in the middle of people that believes in themselves and I know Diler you can, as I can, as Lucas can. We burn to live so much beautiful things and enjoying that, but sometimes we are missing it out, losing it out because we don't act and feel in the way we suppose to feel, act and be. I wish I could just turn things better in our relation, but I need we both, we three living what we suppose to live.

domingo, 20 de setembro de 2009

Sem título

A morte me chama com braços felizes e sorrisos que me acalmam da existência tortuosa que vivo, em ventos que bate tão bravamente sobre meus poucos cabelos e minha pele se agrada da umidade que acomete a atmosfera de minha cidade posso rir, de tanta desgraça de tantos seres que acreditei serem certos se mostrarem monstros , de heróis tudo misturado sem limite sem nada mais, nada mais que moral, nada mais que eu mesmo, em mim mesmo em uma vida que vai enquanto a morte me chama, e na beira do rio mal sei o que quero de verdade ,mas me sinto tão atraído pelo o que há de vir, escuridão te amo pela indefinição e indiferença sobre o tudo, não que não amasse o sol, mas que me apaixono pela silenciosa que expressas, aqui enquanto te amo, uma das tuas filhas me chamam, ah como eu as amo escuridão morte que me carrega pra onde eu não seu, mas de vida me canso com a certeza de morrer a salvação do viver, aonde quer que eu vá, fosse eu de qualquer jeito, aqui toma minha alma antes que me esqueça que a existência me leva a ti, de forma inesperada que nem sei me carrega aqui, hahahahaha, rio que bom é aceitá-la como se nada tivesse mais, os rios se rebelam agora sobre ribanceiras desesperadas e inspirantes águas barrentas nessa natureza cobiçadas em vontades intermináveis dos homens, me leva a tua forma melhor de pensar antes que meus neurônios apodreçam e reação não possa ser mais feita para montar pensamento, hahahahaha,eu riu de tudo isso com alegria e um raio cruzou ali perto, de um trovão tão forte, hahahahahaha, morro de alegria enquanto minha roupa voa sobre o vento, tendo sido levada minha capa arrancanda pela violência de tudo e agora posso rir, e então tudo se acalma sinto que devo parar para pensar, mas isso fiz em minha vida toda, agora é que me sinto mais livre em simplesmente não deixar pergunta alguma dentro de mim, mesmo como precursora filosófica, foram tantas que aqui estou caminhei de um bairro longe para chegar aqui na beira, e perto dessa estrutura a qual começou minha cidade de por então terminar o que vivi nela, e como amei-a de uma jeito que só a chuva soube, e do como o nublado em alegrou enquanto estive aqui, se hoje sou feliz foi pelas oportunidades de estar no meio da tua criação tudo como eu amei e de que forma fosse a tua disposição natural, hahahaah, posso sim, ser feliz, tenho sido muito feliz, e talvez seja por isso que esteja aqui, amo amo amo tanto tudo e meu objetivo sinto que está aqui, cheguei a ele, não te sentes bem quando achas o que deve, agora não deve está, tudo muda tão rápido por aqui, desde tanto tempo, quando eras calada e gigante, sinto que vida minha virou um nublado constante pronto e ser desaguado em ti mesmo, ventos ventos ventos ventos ventos ventos sobre meu rosto, rosto sobre meu rosto, ventos ventos ventos sobre meu rosto,agora já sinto felicidade arranque minha alma , arranque minha alma agora sou feliz, se por isso agora que venha a tempestade da minha vida e que leve o que resto mortal ainda está em mim agora, em grito suplico emquanto tiro a arma do bolso e preparo lha o gatilho sobre minha fonte e tento puxá-lo com os olhos felizes, e tiro sint , raio me acerta e queima meu cérebro, morro feliz.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Pensamentos recorrentes de um ser

Terceiro:
Sentiu medo, mas continuou. Lembrou de todas as possibilidades negativas que poderiam sair da situação de quantos danos poderiam ser trazidos, do que seria depois que tudo se realizar-se - respirou profundo, e continuou, retomou pensamento no que queria de fato, queria esquecer o resto, e deixar de lado, tanto da vida passada; queria morrer tão bravamente, queria se enterrar e deixar que sua alma fosse tragada pela terra como fumaça brança entre a poeira compactada e que seus óssos se reconstuissem em novos e brancamente brilhantes, que seu cérebro, retomasse mais branco e que sua recente vida fosse tão transparente quanto seus desejos. Lembrava por vezes do que tinha abandonado de todas as amizades interessadas em objetivos opostos, de todos os laços que tinha verdadeiramente tinha, poderia então naquele momento, abandonar as horas e horas de trabalho, mas com alegria rememorou tudo o que via na frente da vida que construia, e se orgulhava do novo rumo, decerto seria solitário no incío como toda a caminhada na solidão da vida, mas em algum momento encontraria alguém que sabe o quer e que quer isso em similaridade, então não se preocupava, ria do passado, se alegrava de poder ter aprendido no final e de agora estar morrendo vagarosamente, para uma nova vida que de eterna não sabia de nada, não se sabe de nada dos eventos futuros, mas se preparava para qualquer mudança e eventualidade, sabia de dentro que o universo como um todo estava a seu favor, se alegrava por isso, e toda a negatividade que os modelos dos pais foram postos em medo sobre a existência eram diariamente questionados, e postos em crítica, de certa forma que conseguia ver de claramente o que acontecia, em consciência poderia decidir de fato até quando sua força de pensamento se desgastasse ao ponto de não conseguir formar mais nada, antes se maltratava por não ser perfeito e ver que os deveres lhe custavam tempo e energia, se sentia o menor por não ser mais de extradiornário, por não ser mais, muito mais, a tal ponto que a culpa o afundava, e sucumbia numa fossa, que desejava morte, ali pedia em lágrimas morte, e depressivamente se fechava na sua cova, não queria trazer ninguém para dentro, entendia o quão donosa era a situação e amava todos os que estavam que viviam ao seu redor, e queria ser melhor em vez de mesquinho e carrasco, desprezador, até o momento em que pensou que se era para morrer - que seja de forma completa - e então começou a abandonar aos poucos o que de fora e passado havia, que em começo foi tudo tão confuso, pois abandonar o que mantinha a existência atraia em si um medo de ressussitar como algo que não sabia ao certo se daria certo, de fato nada pior aconteceria, já estava no fundo poço, o chão era ali. Nada mais abaixo, e em confusão mesmo, foi indo, em sofrimento que era deixar de lado o que tinha feito, o que tinha vivido, das vezes que correu sobre a terra e sentia o ar bater-lhe na cara, dos sorrisos que era respirar o ar da terra, de quão bom era mexer as pernas, de tão desafiador que era ouvir o agonizante do coração que tinha se esforçado, de como era bom sentir, de como era bom rir, e até chorar lágrimas de alegria, arrependimento e de abandono, então foi que deixou escorrer uma dos três sentimentos juntos, podendo em seguida rir - ainda tinha muito de medos para renunciar, deixar e continuar; ainda tinha muito para morrer.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

[ONE]

Ele andava na rua muito incerto, como se a noite escura tirasse-lhe sono, e de sobriedade negativa o tomasse como plano de um ladrão que rouba à mulher na outra esquina que grita enquanto lhe é tirada documentos, e então corre em direção em que nada se conhece a casa está longe, assim como seus pensamentos lógicos, grita para ninguém, é socorrida pela umidade somente, atravessa quarteirões em choro, é jovem, tomada por um medo que há segue desde de o momento, sozinha e desprezada pela vida, pensou ela, correndo sobre o nada, para o nada encontrar nada mais que suas lágrimas sentidas e corridas sobre o rosto, retira os sapatos para poder fazer melhor, nunca antes vira uma arma tão perto, tão bem alinhada a sua cintura, pressionada com força, como se a bala fosse atraída, como um ferro à imã, pelo seu medo, correu, atravessou a rua, e de longe o viu, andava calmamente como se nada ouvisse, ou preocupação alheia tivesse, e ao se aproximar gritava por ajuda, até que o alcançou e como olhos machados, lágrimas com tons pretos que escorriam sobre o rosto, olhou para o rapaz, parecia o grande o bastante para ajudá-la, pensou, mas ainda com choro continuo, aliviada de que poderia ter ajuda - nada mais fez o rapaz do que olhar para ela como olhos vazios, desentendidos de realidade, perdidos em introspecção, e então se afastou como se tivesse visto no lugar dos vazios olhos arrancados restando buracos e sangue escorrendo, recém arrancadas portas, deixando escancarada a alma maldita da existência do rapaz, encheu-se de horror e continuou a gritar por socorro, louca, por uma rua onde nada mais havia além do que ela e seu demônio, que agora a perseguiria pelo resto da vida, dentro dela rindo como se engordando da desgraça.

Chegou em casa Láscio, e no meio de feixes de luz que entravam pela janela, luz laranja do porte que pouco iluminava a sala, tirou os sapatos, sujos apedrou-os para qualquer lugar que ninguém veria, despiu-se enquanto ia alcançado o quarto, roupas jogadas pelo chão escuro úmido, enquanto o ventos sussurravam pelas lajotas, e por ora envolviam o cheiro do dia da roupa do rapaz, foi-se ele sentar na cama fria, poderia ter sentido na pele das nádegas o quão fria era a cama, não pode, tentou deitar-se nu, como abandonado a nada, não conseguiu, tentou derramar lágrima, sobre um escuro que o abraçava, nada pode, senão levantar e ao chuveiro se dirigir, nu, sem pensamento, sem emoção, jogado numa sorte que ora o universo reconheceria, há de reconhecer, um dia pensou.

Pois gotas sucessivas caiam sob ordem rotacionada, caiam para escorrer num corpo só, num corpo quente amargo, só poderiam escorrer por fora, lavá-lo não, nada de refrigério traria nem gota sequer, nem detergente qualquer, mas pode sob uma áurea triste de um vento que bateu fraco na janela semiaberta do banheiro poder lembrar que estava vivo, gostaria de poder simplificar tudo num somente pensamento, e trazer a tona uma solução eficaz, estava solto, estava morto, porque tivera visto o pai na infância viver vida que sociedade dizia errada, mas que todos desejava com toda força que ansiedade pudesse trazer, viveu o pai dele como se fosse o cara do seu tempo, depois de casado ainda não satisfeito saia atrás de saias, e de preferência aquelas que por baixo não houvesse mais pano sequer que não fosse uma genitália descoberta, vivendo o sonho do adultério, porque meus filhos são pequenos de nada entendem e de nada entenderão se souberem de algo, minha esposa que de burra tem a coragem de me deixar até uma hora dessa na rua, há de engolir, enquanto posso vivo, daqui a pouco esculacho levarei dela, e que minha consciência pese somente ali, porque casei em comprometimento mas sou humano, vivo em carne, e quando tudo isso vier a tona nem mais na terra existirei, tudo como um vulto que passou, em tempo que é injusto em vida que é curta demais pra viver prazer, que eu viva em prazer enquanto posso penetrá-la e fazer do meu corpo minha felicidade que é perdida em tentar achar tanta insatisfação, posso eu aqui ,enquanto vivo, e com rastros deixou , como se o mundo dele fosse e pudesse controlar toda a porcaria que surgiria no mais tarde quando por marcas de batom e doenças tivesse cheia sua esposa que em casa agradecia por tudo o que o casamento acontecia, nada era perfeito pensava ela, mas essa é a vida, e quando descobriu o que nos exames mostrou e na frieza que constantemente crescia já era tarde de ver tudo, mas em submissão permaneceu ali mesmo, em choro, pra onde mais fugiria se família tinha abandonado pra viver o que sempre sonhou e ter, agora estava criando uma, formando uma família, não fugiria dali, mas por agora, pela humanidade que exercia poderia chorar pelos cantos e se lamentar o quanto pudesse, ali, enquanto cozinhava para os filhos e nos banhos que dava neles, saia lágrima que escorria calmamente em rosto que envelhecia de amargura, porque tudo o que sempre acreditou era nada mais que uma armadilha funcionante na época de sua vó, agora já, os tempos tem sido maus com todos e com ela acertava-a, mas agora filhos, fugir como uma adolescente não poderia, com sempre o fez, mudar de cidade, de lugar pra renovar rejuvenescer as idéias, reinventar, não poderia abandonar os filhos, isso não, pensou ela, e continuava em pensamento quando já lágrimas não poderiam mais escorrer pelo rosto, pela décima vez o marido a traia e descaradamente vivia junto para manter toda imagem porque domingo era culto, então em duas horas sentado poderia acreditar que no mundo poderia ser construído saudavelmente e assim desprezar toda a merda de dentro de si que sempre teve, com aquele sentimento de que nunca seria o bastante, como se fosse o único ser humano a passar por tal, ali, poderia deixar escorrer tudo momentaneamente enquanto pudesse desprezar esse peso que são as emoções opressoras da alma, deixava, ali por duas horas e depois cumprimentava os irmão , dizia que tudo ia bem, apesar de ainda estarem se estruturando de depois da década de 80 que tinha sido difícil pra todos é verdade, com riso no rosto, mas era só descer pé da igreja e tudo desaparecia, corria fora quando pudesse, sem que ninguém visse procurava um novo caso, algo novo pra ajudar a fazer da merda de vida que vivia algo mais dinâmico, assim enquanto pudesse como já tinham dito, até que a culpa o consumisse e procurasse quem sabe um trabalho em que pudesse viver dias longe da família, já tinham-se esgotados justificativas da cabeça toda vez que via sua pequena filha o chamando de papai quando na verdade nada o fosse senão um dispersador de espermas e que por ora encontravam um óvulo de alguém que poderia significar algo para ele, não era nada do que tinha pensado anteriormente mas foi o que pode viver, e o rapaz que por essas épocas era uma pequena criança observadora só olhava, tentava entender ou montar um sistema, toda vez que via sua mãe junto ao seu pai, seu pai a traindo, ela sofrendo, eles juntos, tudo tão unido, mas era um tal ser que não gostava de ver ninguém sofrendo, nasceu com, como se gene comandasse, não gostava de ver, tentava entender quando estendia, a mãozinha no rosto na mãe momentos depois que escorria uma lágrima, enquanto chorava alto enquanto ouvia discussão a gritos do outro lado da casa, sentia empatia pela mãe que sempre expressou sem medo toda amargura presa, em lágrimas e em empatia se enchia para poder, mais tarde, provavelmente na adolescência, destilar ódio à figura paterna, e à manifestação masculina de um ser e em ódio desejar ser algo melhor que respeite os seres humanos como são.

Agora a vida era outra já, os tempos eram outros e chuveiro ainda escorria sobre as costas do rapaz responsável, enquanto pudesse e tudo não desabasse, ajoelhava sobre o chão gelado, agora já podia sentir, até que câimbra o avisou de que estava vivo, cheio de incerteza, ali jogado, sem paz que fosse na cabeça, sem sussurro na consciência que o pudesse dizer 'descansa', mas já seco estava na cozinha e enquanto procurava por algo, e vinho tinha achado e bebido sobe goles rápidos e decididos até que o porre o confundisse com um sono, e depois de ter se arrastado até a cama, poder então descansar dos dias difíceis, e numa cama que agora não importava se estava fria ou quente, deitar e riso para o teto do quarto e então fazer uma oração pra si mesmo para que sonho bom a mente trabalhasse nessa noite, e de bons sonhos pudesse dormir numa cama, pudesse então descansar, por que haveria outro dia em que tinha que viver, a amanhã talvez... Foi o último pensamento.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Call me

Porque num pub nos encontramos e com poucas palavras nos beijamos, esquecendo sons, esquecendo até de nós mesmos, era como se de únicos fossemos feitos num momento inorportuno, beijo-te com dor de te perder, cedi com medo gostar, fui até aonde poderia, olho teus olhos como se fossem o azul mais real e a cor mais verdadeira que meu cérebro pôde interpretar, assim mesmo, sob direção de álcool, sobre despretentensão, olho teus olhos, isso me bastava se não fosse tua boca aproximando da minha, em intenção que já sabíamos, mas que duvidávamos por benéfício da surpreza pensada, teus lábios são rosas, tua pele quente como na noite que de dia nublado fez um frio confortável, foi teu abraço talvez que me fez perceber, ou teu pulso, o sentia pelo teu pescoço, como jovens que se amassam enquanto podem, como se o dia fugisse sem que percebessem, estávamos lá, Vamos pra casa, um disse , e fomos sem palavras, totalmente sem palavras, não sabíamos o que era casa, o que era estar em casa, éramos dois pelo menos, em algum momento nus descobriríamos, nus mesmo, com nada, num escuro em que somente mãos , umas sobre as outras, podiam dizer ou traduzir o que poderíamos sentir, e como se o ar estivesse úmido e leve, nossos pulmões sentiam a transação de cada movimentos de vento do quarto fechado, ali, sós; se o amanhã nos preocupasse, nada teria acontecdio, nada mais que um beijo, e de preocupações nos encheríamos em retrocessos, talvez estivessemos longe, e eu nos meus gelados lenções, longes, distantes em pensamentos que só a vida já faz-nos levar, como se loucos, como se sóbrios, e destraio-me como se evitasse o que de desejado pode ter a situação não planejada, vou-me enquanto posso e ali poderia, e pude, como se fosse-nos tirado vida, respirava como se minha alma fosse dada a ti me perdia, até que alcançassemos juntos, ou um adiantado do outro -não importa- o fim de pele sobre pele, de vindas e voltas,- acordo com ressaca, a manhã parece mais estranha do que de costume, me sinto mais estranho do que de costume, talvez melhor, já que viver um pouco mais incomoda e causa estranheza, a manhã ainda está nublada, dá pra ver pela janela, mas com um sol morno de início de dia, e como posso me visto, te dou um beijo na testa, não esqueço, olho-te de em rapidez , respiro, vou deixando caido meu número, espero que me retornes.