Parece mais que o tempo passou e levou-te,
Indecisão lesa,
Que mata o dia que crédulo caiu em desuso por ti mesma.
Se o parecer mais é uma impressão que seja esta:
Vai-te com o vento e que sejas feliz nos teus furacões perturbados,
Tua consciência sempre será limpa,
Eu tenho a minha numa homeostase que luta com o equilíbrio
Assim como eu luto com a tua lembrança.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Se são...
Até que ponto o ponto vai,
Até que momento o tempo vai,
Até que dia o sol nascerá?
É dificil explicar
Porque colocamos expectativa nas definições initerruptas
E nem ao certo sabemos se são.
Até que momento o tempo vai,
Até que dia o sol nascerá?
É dificil explicar
Porque colocamos expectativa nas definições initerruptas
E nem ao certo sabemos se são.
sábado, 13 de setembro de 2008
E se pudesse
Porque num dia desses,
Que me ponho de luas no céu,
Fiquei a ver os ares e de trasparência se despiam,
Mas nada encontrei,
Para falar a verdade,
o ar me fez mais triste ainda,
Mesmo que dele tirassse, a cada momento, o que minha respiração precisa;
Vi nele o que não gostaria - a transparência, aquela sem pena, sem dó de rasgar a ilusão na verdade sangrenta
Não que eu não goste da verdade,
até corro atrás dela,
mas esta, tão bruscamnte apresentada, mais dói do que consola.
Talvez eu precise me despir,
tanto que me vesti,
de tanta veste que coloquei,
muitas das quais belíssimas,
que de brilhantes, douradas, púrpuras tem muito,
de tantos aderessos me perdi,
e achar-me não me importa,
queria mesmo é despir-me,
e trasparência não acharás,
nem folhas brancas a serem escritas,
nem negro não-imprimível.
Eu saí me vestindo por ti,
será que agora posso me despir?
Que me ponho de luas no céu,
Fiquei a ver os ares e de trasparência se despiam,
Mas nada encontrei,
Para falar a verdade,
o ar me fez mais triste ainda,
Mesmo que dele tirassse, a cada momento, o que minha respiração precisa;
Vi nele o que não gostaria - a transparência, aquela sem pena, sem dó de rasgar a ilusão na verdade sangrenta
Não que eu não goste da verdade,
até corro atrás dela,
mas esta, tão bruscamnte apresentada, mais dói do que consola.
Talvez eu precise me despir,
tanto que me vesti,
de tanta veste que coloquei,
muitas das quais belíssimas,
que de brilhantes, douradas, púrpuras tem muito,
de tantos aderessos me perdi,
e achar-me não me importa,
queria mesmo é despir-me,
e trasparência não acharás,
nem folhas brancas a serem escritas,
nem negro não-imprimível.
Eu saí me vestindo por ti,
será que agora posso me despir?
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Missing
Eu sinto falta.
Como quem senti falta de um ninho,
Como quem sente falta de um abraço,
Como quem sente falta de cuidado,
Como quem sente que algo falta,
Mas é uma falta pura, não carnalizada em efemeridades,
Uma ausência calma, sem precipitação, sem medo, sem lugar, hora,
Eu me ponho longe, talvez tentando achar o que completa,
Mas lá vem ela, vem quando te vejo,
E bem sei que nada que tens irá me preencher completamente,
Mas estar próximo de ti ajuda, alivia,
E se isso quero, nisso estarei, não gosto da falta, não curto nada de ausência,
Sempre procuro o que quero e acho, satisfaço-me, e isso me basta - basta-me tu.
Como quem senti falta de um ninho,
Como quem sente falta de um abraço,
Como quem sente falta de cuidado,
Como quem sente que algo falta,
Mas é uma falta pura, não carnalizada em efemeridades,
Uma ausência calma, sem precipitação, sem medo, sem lugar, hora,
Eu me ponho longe, talvez tentando achar o que completa,
Mas lá vem ela, vem quando te vejo,
E bem sei que nada que tens irá me preencher completamente,
Mas estar próximo de ti ajuda, alivia,
E se isso quero, nisso estarei, não gosto da falta, não curto nada de ausência,
Sempre procuro o que quero e acho, satisfaço-me, e isso me basta - basta-me tu.
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