quinta-feira, 23 de julho de 2009

[ONE]

Ele andava na rua muito incerto, como se a noite escura tirasse-lhe sono, e de sobriedade negativa o tomasse como plano de um ladrão que rouba à mulher na outra esquina que grita enquanto lhe é tirada documentos, e então corre em direção em que nada se conhece a casa está longe, assim como seus pensamentos lógicos, grita para ninguém, é socorrida pela umidade somente, atravessa quarteirões em choro, é jovem, tomada por um medo que há segue desde de o momento, sozinha e desprezada pela vida, pensou ela, correndo sobre o nada, para o nada encontrar nada mais que suas lágrimas sentidas e corridas sobre o rosto, retira os sapatos para poder fazer melhor, nunca antes vira uma arma tão perto, tão bem alinhada a sua cintura, pressionada com força, como se a bala fosse atraída, como um ferro à imã, pelo seu medo, correu, atravessou a rua, e de longe o viu, andava calmamente como se nada ouvisse, ou preocupação alheia tivesse, e ao se aproximar gritava por ajuda, até que o alcançou e como olhos machados, lágrimas com tons pretos que escorriam sobre o rosto, olhou para o rapaz, parecia o grande o bastante para ajudá-la, pensou, mas ainda com choro continuo, aliviada de que poderia ter ajuda - nada mais fez o rapaz do que olhar para ela como olhos vazios, desentendidos de realidade, perdidos em introspecção, e então se afastou como se tivesse visto no lugar dos vazios olhos arrancados restando buracos e sangue escorrendo, recém arrancadas portas, deixando escancarada a alma maldita da existência do rapaz, encheu-se de horror e continuou a gritar por socorro, louca, por uma rua onde nada mais havia além do que ela e seu demônio, que agora a perseguiria pelo resto da vida, dentro dela rindo como se engordando da desgraça.

Chegou em casa Láscio, e no meio de feixes de luz que entravam pela janela, luz laranja do porte que pouco iluminava a sala, tirou os sapatos, sujos apedrou-os para qualquer lugar que ninguém veria, despiu-se enquanto ia alcançado o quarto, roupas jogadas pelo chão escuro úmido, enquanto o ventos sussurravam pelas lajotas, e por ora envolviam o cheiro do dia da roupa do rapaz, foi-se ele sentar na cama fria, poderia ter sentido na pele das nádegas o quão fria era a cama, não pode, tentou deitar-se nu, como abandonado a nada, não conseguiu, tentou derramar lágrima, sobre um escuro que o abraçava, nada pode, senão levantar e ao chuveiro se dirigir, nu, sem pensamento, sem emoção, jogado numa sorte que ora o universo reconheceria, há de reconhecer, um dia pensou.

Pois gotas sucessivas caiam sob ordem rotacionada, caiam para escorrer num corpo só, num corpo quente amargo, só poderiam escorrer por fora, lavá-lo não, nada de refrigério traria nem gota sequer, nem detergente qualquer, mas pode sob uma áurea triste de um vento que bateu fraco na janela semiaberta do banheiro poder lembrar que estava vivo, gostaria de poder simplificar tudo num somente pensamento, e trazer a tona uma solução eficaz, estava solto, estava morto, porque tivera visto o pai na infância viver vida que sociedade dizia errada, mas que todos desejava com toda força que ansiedade pudesse trazer, viveu o pai dele como se fosse o cara do seu tempo, depois de casado ainda não satisfeito saia atrás de saias, e de preferência aquelas que por baixo não houvesse mais pano sequer que não fosse uma genitália descoberta, vivendo o sonho do adultério, porque meus filhos são pequenos de nada entendem e de nada entenderão se souberem de algo, minha esposa que de burra tem a coragem de me deixar até uma hora dessa na rua, há de engolir, enquanto posso vivo, daqui a pouco esculacho levarei dela, e que minha consciência pese somente ali, porque casei em comprometimento mas sou humano, vivo em carne, e quando tudo isso vier a tona nem mais na terra existirei, tudo como um vulto que passou, em tempo que é injusto em vida que é curta demais pra viver prazer, que eu viva em prazer enquanto posso penetrá-la e fazer do meu corpo minha felicidade que é perdida em tentar achar tanta insatisfação, posso eu aqui ,enquanto vivo, e com rastros deixou , como se o mundo dele fosse e pudesse controlar toda a porcaria que surgiria no mais tarde quando por marcas de batom e doenças tivesse cheia sua esposa que em casa agradecia por tudo o que o casamento acontecia, nada era perfeito pensava ela, mas essa é a vida, e quando descobriu o que nos exames mostrou e na frieza que constantemente crescia já era tarde de ver tudo, mas em submissão permaneceu ali mesmo, em choro, pra onde mais fugiria se família tinha abandonado pra viver o que sempre sonhou e ter, agora estava criando uma, formando uma família, não fugiria dali, mas por agora, pela humanidade que exercia poderia chorar pelos cantos e se lamentar o quanto pudesse, ali, enquanto cozinhava para os filhos e nos banhos que dava neles, saia lágrima que escorria calmamente em rosto que envelhecia de amargura, porque tudo o que sempre acreditou era nada mais que uma armadilha funcionante na época de sua vó, agora já, os tempos tem sido maus com todos e com ela acertava-a, mas agora filhos, fugir como uma adolescente não poderia, com sempre o fez, mudar de cidade, de lugar pra renovar rejuvenescer as idéias, reinventar, não poderia abandonar os filhos, isso não, pensou ela, e continuava em pensamento quando já lágrimas não poderiam mais escorrer pelo rosto, pela décima vez o marido a traia e descaradamente vivia junto para manter toda imagem porque domingo era culto, então em duas horas sentado poderia acreditar que no mundo poderia ser construído saudavelmente e assim desprezar toda a merda de dentro de si que sempre teve, com aquele sentimento de que nunca seria o bastante, como se fosse o único ser humano a passar por tal, ali, poderia deixar escorrer tudo momentaneamente enquanto pudesse desprezar esse peso que são as emoções opressoras da alma, deixava, ali por duas horas e depois cumprimentava os irmão , dizia que tudo ia bem, apesar de ainda estarem se estruturando de depois da década de 80 que tinha sido difícil pra todos é verdade, com riso no rosto, mas era só descer pé da igreja e tudo desaparecia, corria fora quando pudesse, sem que ninguém visse procurava um novo caso, algo novo pra ajudar a fazer da merda de vida que vivia algo mais dinâmico, assim enquanto pudesse como já tinham dito, até que a culpa o consumisse e procurasse quem sabe um trabalho em que pudesse viver dias longe da família, já tinham-se esgotados justificativas da cabeça toda vez que via sua pequena filha o chamando de papai quando na verdade nada o fosse senão um dispersador de espermas e que por ora encontravam um óvulo de alguém que poderia significar algo para ele, não era nada do que tinha pensado anteriormente mas foi o que pode viver, e o rapaz que por essas épocas era uma pequena criança observadora só olhava, tentava entender ou montar um sistema, toda vez que via sua mãe junto ao seu pai, seu pai a traindo, ela sofrendo, eles juntos, tudo tão unido, mas era um tal ser que não gostava de ver ninguém sofrendo, nasceu com, como se gene comandasse, não gostava de ver, tentava entender quando estendia, a mãozinha no rosto na mãe momentos depois que escorria uma lágrima, enquanto chorava alto enquanto ouvia discussão a gritos do outro lado da casa, sentia empatia pela mãe que sempre expressou sem medo toda amargura presa, em lágrimas e em empatia se enchia para poder, mais tarde, provavelmente na adolescência, destilar ódio à figura paterna, e à manifestação masculina de um ser e em ódio desejar ser algo melhor que respeite os seres humanos como são.

Agora a vida era outra já, os tempos eram outros e chuveiro ainda escorria sobre as costas do rapaz responsável, enquanto pudesse e tudo não desabasse, ajoelhava sobre o chão gelado, agora já podia sentir, até que câimbra o avisou de que estava vivo, cheio de incerteza, ali jogado, sem paz que fosse na cabeça, sem sussurro na consciência que o pudesse dizer 'descansa', mas já seco estava na cozinha e enquanto procurava por algo, e vinho tinha achado e bebido sobe goles rápidos e decididos até que o porre o confundisse com um sono, e depois de ter se arrastado até a cama, poder então descansar dos dias difíceis, e numa cama que agora não importava se estava fria ou quente, deitar e riso para o teto do quarto e então fazer uma oração pra si mesmo para que sonho bom a mente trabalhasse nessa noite, e de bons sonhos pudesse dormir numa cama, pudesse então descansar, por que haveria outro dia em que tinha que viver, a amanhã talvez... Foi o último pensamento.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Call me

Porque num pub nos encontramos e com poucas palavras nos beijamos, esquecendo sons, esquecendo até de nós mesmos, era como se de únicos fossemos feitos num momento inorportuno, beijo-te com dor de te perder, cedi com medo gostar, fui até aonde poderia, olho teus olhos como se fossem o azul mais real e a cor mais verdadeira que meu cérebro pôde interpretar, assim mesmo, sob direção de álcool, sobre despretentensão, olho teus olhos, isso me bastava se não fosse tua boca aproximando da minha, em intenção que já sabíamos, mas que duvidávamos por benéfício da surpreza pensada, teus lábios são rosas, tua pele quente como na noite que de dia nublado fez um frio confortável, foi teu abraço talvez que me fez perceber, ou teu pulso, o sentia pelo teu pescoço, como jovens que se amassam enquanto podem, como se o dia fugisse sem que percebessem, estávamos lá, Vamos pra casa, um disse , e fomos sem palavras, totalmente sem palavras, não sabíamos o que era casa, o que era estar em casa, éramos dois pelo menos, em algum momento nus descobriríamos, nus mesmo, com nada, num escuro em que somente mãos , umas sobre as outras, podiam dizer ou traduzir o que poderíamos sentir, e como se o ar estivesse úmido e leve, nossos pulmões sentiam a transação de cada movimentos de vento do quarto fechado, ali, sós; se o amanhã nos preocupasse, nada teria acontecdio, nada mais que um beijo, e de preocupações nos encheríamos em retrocessos, talvez estivessemos longe, e eu nos meus gelados lenções, longes, distantes em pensamentos que só a vida já faz-nos levar, como se loucos, como se sóbrios, e destraio-me como se evitasse o que de desejado pode ter a situação não planejada, vou-me enquanto posso e ali poderia, e pude, como se fosse-nos tirado vida, respirava como se minha alma fosse dada a ti me perdia, até que alcançassemos juntos, ou um adiantado do outro -não importa- o fim de pele sobre pele, de vindas e voltas,- acordo com ressaca, a manhã parece mais estranha do que de costume, me sinto mais estranho do que de costume, talvez melhor, já que viver um pouco mais incomoda e causa estranheza, a manhã ainda está nublada, dá pra ver pela janela, mas com um sol morno de início de dia, e como posso me visto, te dou um beijo na testa, não esqueço, olho-te de em rapidez , respiro, vou deixando caido meu número, espero que me retornes.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Resentir, voltar

Tudo era novo, era novo, a primeira paixão de um coração que inseguro acha alma desvirtuada num corpo achado ai, no mundo, que em crédito foi lutado, foi cedido, e enquanto sobravam os sentimentos, os pensamentos eram desvarios que voavam num céu que ninguém queria ver,se sentir é o que se fez vivo sentir que esqueçamos então, por um istante, que razão existe por tras de um pequena paixão, aquela bem imatura, sem fundo, sem chão, e que foi, e que um dia será, quem sabe em volta em ciclo que traga, em linha grega, o que por volta foi , num desses dias em que trabalho tiver de folga, nada mais importará por um simples sentir na humanidade que nos roubada é aos poucos, que seja por ali, por alguém que a retribua e que comprienda, e que seja vivo o basteante para sentir por completo o que seja, num desses dias em a tarde estiver úmida e calor longe passar, numa tarde dessas, numa vida dessas.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Pra onde?

Sinto-me longe, como nos dias em que a chuva nos afasta do mundo tão vivo e corrente, e no distanciamento vou-me em caminhada ofegante, ofegante, não sei é o que arriscar em desistir, não sei o que é continuar sem entender. Mal teu sorriso pude conhecer, ou tua voz no meu ouvido que quer ouvir atento, e tua pela foi minha lúcida vista de uma alucinação que criei sem patologia, sem substâncias. Teu cheiro até agora é hipótese que não desenvolvi, pensei no experimentalismo da situação, esperei que a resposta a realidade pudesse me dar, sem medo, sem restrição ou em curvas inexatas do conhecimento.

                O desistir remete tanto a fraqueza fracasso pedaço, submetendo-se à certeza de que o jugo não será mais suportado, de que nada mais é real, e que tudo foi uma idéia maluca  criada de fantasia platônica, sem fé, sem esperança. A caminhada se mostra justa em aceitação heróica do destino - tudo justo no seu lugar, no seu devido lugar, como numa escrita aceita das vontades indispostas humanas, indispostas dispostas interpostas cruzadas distendidas desacertadas - os humanos ganharam uma forma assim torcida envergada dentro de mim? Ou sejam, se forem, que sejam, sem lágrimas, lágrimas perdidas serão nunca, se em arrependimento, se em redenção.

                O caminho úmido, molhado na tarde quase escura, num casaco quente que me sobra agora, sonhos vedados no escuro do quarto fechado do cômodo dos fundos da casa, em desprezo vou, assim, sem reconsiderar, sem pestanejar? Reconsiderando fui, ali, onde as esperanças todas vivem por si só, em fé, believe is all that had to exists, they say, believe, believing, believed.

                Progressão depressiva é olhar daqui, será que ainda corro em braços abertos, em respirações profundas, será que me pega em volta? Tudo numa caixinha cheia de nostalgia, de imaginação, como as dos astros que de brilho nos enchem a alma, e em proposições vivas são montadas seqüências e explicações para tão belo céu. O céu é azul e o olhava, mas o céu globoso pouco tinha para mostrar simplesmente por fora, queria a profundidade, em que o escuro retinado acho o desmembrado ser, sem as couraças todas, sem as capas, sem as convenções, ali, num recanto em que nós nus mais significava intimidade que libido, em palavras nos encontrarmos, nus, sem roupas estilizadas de vantagens, não tenho medo de ver tua casa bagunçada, ou teu quarto revirado de cabeça para baixo, mas amaria estar nele e arrumá-lo-ia feliz, até que nós pudéssemos deitar na tua cama, e em silencio ver o céu que aconchega tua cama, até que o ar tivesse corrente, até que pudéssemos nos movimentar sem receio, e talvez tudo já esteja correto, no lugar, mas simplesmente não queres me deixar entrar na tua vida bem arrumada, bem disposta preparada para ser melhor que eu, ou mais interessante ou vivo que eu.

                Eu sou alguém que tenta, que atira para o céu, ainda que em medo de receio, sou alguém que ainda quer amar antes que o dia acabe e que a vida desapareça revelando velhice, os dias correm, não duvide, não desafie; meu coração é um que se acha quando quer e que se entrega quando os ventrículos se cansam deles próprios e força interior de vida desaparece, busca ele no meio dos olhos que mostram a pulsação das arteríolas que na retina aparecem vivas, vermelhas.

                Caminho seguido, caminho longe, caminho em que forças minhas fadigaram de bater na porta, e se abres e de lá sai outro com cara de sono de quem passou a noite aproveitada no meio do calor das tuas pernas, ouvindo tua respiração, sentido teu cheiro, ele dormiu bem, satisfeito, em paz, tua pele era dele e isso bastava para que fosse o homem mais feliz dos tempos em que este vive, encontrá-lo ali, na frente da tua casa a qual rondei por dias, meses, como um porre que fica a olhar para a janela em esperança do álcool, caminho longo esse de volta, caminho solitário, mais do que já era, caminho sem ti. Mas ainda indeciso, ainda perdido, não sei o que faço, por enquanto me sento aqui embaixo dessa árvore a poucos metros da tua casa, e talvez adormeça aqui mesmo, esperando saires, esperando chegares, esperando resposta.

sábado, 11 de abril de 2009

TO

Dias que se tornam casas de reflexão, ansiedade, preocupação, vamos onde se deve ir agora, então, já, corre-se para o todo que se quer em passos longos, em passos longos. Entrei por aqui pela força de minha procrastinação, sabia olhar e ver o todo, e isso me bastava, outros que me acompanham tem regaluraridades postas de olhar, olhar e olhar, eu , tenho minha mente que pipoca em observações que se fundem da vista abrangente - vistas da vida , dos sons , das informações faladas; a calma ora me alcança com força de me fazer parar e ver a vida que corre junto comigo , á passos horas mais rápidos que meus, que os outros, que o todo, vou por me apegar no que estava a me manter, a me segurar de minha vida,  os presentes que minha estrutura biológica possui uso o máximo que posso , para adiantar minha vida; daí uma crise inconseqüente de ansiedade me toma por responsabilidades todas que tenho comigo mesmo ao me  cobrar na minha existência fugaz.

Meus dias são aqueles, teus. Meus pensamentos intersecção horas na tua pessoa, não sei até que ponto és, chatice ouço que é tua, e trato como se tu fosses detalhe de uma gama polidimensional que torno uni da minha vida que nem sei segurá-la por oras que toda minha experiência não resolve, me jogo no assoalho de um banheiro branco e fico a me perguntar a me perguntar, espero que minha estrutura neurológica responda, espero que minhas leituras sobre personalidade se apliquem com força e ora teus olhos, they calm down, they calm down? i am losing it. Calm.

Nunca houve calma, mais uma inquietação hiperativa cercada de esperanças marcada de pensamentos rápidos, respirações perturbadas - tudo num momento em que o tudo parece cair sobre, como uma parede que antes achava que fosse proteção, desabando com força de me fazer alcançar o chão, batido, sangrando, em jugo, em trauma, daí, forças que procuro, e ora acho por amigos, e ora gostaria que fosse tu, me levanto em baques que credito sararem, sararam, sararão. A cura que procuro está em mim mesmo, a verdade que busco está em mim mesmo, por oras confundo contigo, com outros seres, com o abstracionismo da vida, mas está tudo em mim, queria colocar-te na minha vida para poder amar-te, amar sem medo dos relacionamentos todos complicados em quereres opostos, dispostos, gritantes, queria amar-te  na noite que fosse a qual me tivesse me chamado, eu estaria submisso ao teu beijo, a tua boca, ao teu toque, a tua pessoa, mesmo que o amanhã quisesse-nos longe, ali eu amaria, de todo o meu miocárdio-cérebro, de todo meu entendimento. Não tenho medo de ti.

Uma noite que seja, qualquer delas, em quem a sagacidade de meus pais não queria saber dos obscuros seres de minha alma, e só não quero nada, o convite que seja, I hate wait porque na minha vida faço o que posso na hora que quero e desejo esse querer, neste agora depende de ti, e eu não sei o que pensas e das palavras poucas que fala o todo reverbera em minhas proposições conseqüentes, vão voando alto em conseqüências-causas dos seres que se comunicam - tudo é um sinal sim. Every action, every action. E torno a ti torno-te minha tentativa de fazer da minha existência uma vida que soube reconhecer pessoas, olhares, risos, palavras, que simplesmente não desprezou pessoas que estavam por aí, tornando-me mais atencioso e disposto a arriscar no que quer que seja com vida, com alegria, com vida, dai em cobranças excessivas me ponho agora, em reflexões, ansiedades, preocupação, o que queres? O que queres? O que quero farei?No que depende de mim desabo-me em mim mesmo , a perfeição está longe mas é ela que ampara a minha existência fugaz.Just don’t have afraid to tell what you think or feel.

terça-feira, 3 de março de 2009

Medschool-3

Eu sempre fui dividido entre ciência e a arte, duas áreas que para mim são refúgio, o descobrir da vida é tão intrínseco que nos andares perco-me com freqüência de ser achado pela vida, as idéias: formas; as ações: desinibições - que vão cercando um todo que com o tempo é lavado e sem notar já estamos num lugar em que negávamos no ontem, e o hoje é a própria negação nua e desnivelada de nossos medos. De como vou, pra onde vou, é tudo um misturado perturbado onde a crença do intuitivo com o calculismo do saber geram, retomam em volante ágil no fazer disto vivência.
Na medschool vamos no ramo da ciência, as complicações da perturbação da homeostase são nossos focos, estruturas, funções e funcionamentos vão tomando conta de nossa vida de forma que esquecemos que ao menos somos um desses os quais estudamos, nossos livros se tornam nossos amigos, nossas escolhas são repensadas pela força que é a ciência dos seres humanos, e os nomes todos que fomos criando, descobrindo detalhes, aprimorando conhecimentos; vamos indo num ramo certo de fazer desses conhecimentos científicos salvação futura aos que precisam de ajuda, de trazer de volta a vida normal de seres que vivem. Mas a ciência está ali, às vezes me perguntava se valia a pena me fechar no campo científico. Se a arte não me faltaria nos desesperos meus corriqueiros, creditaria num livro bem escrito, eles estariam ali representantes dela. Meus planos foram se anulando ao ver que os livros sim me acompanharia de todo, mas só os saberes certos dos cientistas, de todo, as letras todas sendo especificas no comunicar, objetivas no informar. Ciência.
Os livros estão ali, na medschool só precisamos ler, entender, interpretar e repetir numa prova ou num seminário solto no meio da semana. A busca pelo saber é mais constante do as palavras poucas dos professores que tentam informar algo, mas os livros estão ali, seguros, salvos das informações impressas, disponíveis para qualquer folheada digressiva ou de relembranças das informações perdidas, estão ali, concretos. Mas a prática vai se mostrando enrolada, nosso conhecimentos são tão aplicáveis que qualquer robô sairia satisfeito, completo, e curado; os nossos alvos, o bem-estar deles é muito mais do que drogas ingeridas em horas certas ou conselhos de prevenção qualquer, ali, quando estamos a ouvir um ser comunicando sua dor , seu sofrimento, passa a incomodar, a insatisfação nos assola a ponto de não deixarmos que esse estado se propague, são nossos pacientes nus, sozinhos, acompanhados e solitários, infelizes, inconstantes, humanos que erram, contudo esforçados a melhorar; outros jogados, desamparados, desacreditados de futuros, ali jogados pelo força do doer, em conseqüência biológica.
Não queremos machucar, queremos ao máximo aliviar aquele peso que é estar se sentindo tão indisposto, e mal aconchegado, os nossos pacientes são aqueles aos quais o zelo em solucionar é mais forte que nossas limitações, ou às vezes cansaço de um dia e uma noite inteira de trabalho, são seres que respiram, não simplesmente como metabolismo orgânico evolucional, eles pensam, sentem, retrucam, debatem, querem se sair bem, querem viver o que podem, querem tentar, uns são parados pelo medo de continuar, porém todos esses querendo viver. O viver que corre em mim como prioritariamente ciência, tem se revelado muito mais em arte. A arte de tratar bem, a arte de curar, de cuidar, de ser a palavra no silêncio da vida, de ser o ombro para choro quando não há, de ser a resposta quando só restam dúvidas, de ser a calam quando só há desespero. O tudo é muito extenso, e o máximo que podemos fazer para que nos encaixemos é estarmos interligados uns aos outros, ajudando, sendo ajudados. A arte parece que me acompanhará até o fim da vida, uma complicada e emocionada arte de cuidar, em que os seres humanos mais são verdadeiros do que a exata, objetiva e calculista ciência.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

E que a salvação venha...

I thought that I could be save with it. Seeing you back, with your words again, you know? Eu me encanto por ares que respirados não foram por meus pulmões encarnecidos, eu simplesmente paro um dia e me declaro sem força para ver se canalizo tudo o que chamam de vontade para ficar cercado em ti, um centro onde posso colocar energia, um momento de sonho todo enredado nos dias em que informação corrida toma conta dos contatos recorrentes, e talvez isso me falte, os contatos recorrentes perdidos no amanhã incerto das vontades guiadas pelas substâncias, as quais creditamos sensações, as quais creditamos verdadeiras. Eu queria fazer de ti um pedaço de mim, numa singelidez, daqueles em que os sorrisos prendem-se nos rostos por nostalgias das lembranças que foram o tempo corrido. Safe.

Salvação recorre-me em líquidos que são confundidos com meu sangue que de quente é frio, eu corro perigo algum? Eu corro esse perigo?  O que é o desejar, hein? De uma forma procuro uma salvação que é achada em mim, e fazer do meu destino escolha certa que resultará em bem, assim podendo chegar ao objetivo supremo - the happyness.

Salvação que coloquei te encaixado como numa estante de livros, todos tão essencias organizados para conhecimento do viver, conhecimento utilizável, e vou criando uma dependência dessa vivencia organizada em estantes livradas, fichadas, resumidas, resenhadas, dissertada, narradas, descritas. Ali, que agora me mexo em objetivo de por o livro no lugar, é este, mexo-me esperançoso, com graça de colocá-lo junto, eu gosto muito do livro, eu tento lê-lo, suas páginas são escassas, mas vou juntando-as, o vento tenta desordená-las, mas vou organizando, eu vou ajeitando e fazendo dessa acasualidade um livro, porque interpreto dessa forma, olho emocionado, gostaria muito de ter no meio dos meus amados livros, deles fiz a mim, e continuo a pesquisar, és um que gostaria, minha estante será diferente após, quero rir lendo, quero descobrir, perscrutar, saber, valer, um livro. Minha salvação vem disso, das substâncias que encontro, do que faço com os ares a serem respirados, dos contatos que procuro, do que faço com esses livros - como os quero, como os amo.