- Me diz quando é que vem?
- Vem o quê?
- Aquela pessoa que salvaria e me faria esquecer do que sou e vivo, que encheria o meu momento, e a promessa que de o amor é a salvação eterna, onde, quando, porque?
[Silêncio]
- Me diz o que vale isso tudo?
[A resposta foi um outro silêncio.]
- O que é irreal? Até que ponto é real? Quando é que o irreal se aproxima tanto que se torna real?
[O silêncio se mantinha.]
- Pelo o que vale viver? Pelo que vale lutar? O que o mantém? O que é o passado frente ao presente? Quem desafia quem? Onde encontrarei uma vida? Onde esconderei uma? E se houvesse garantia? E fosse sem garantia? Quem me responderá? Quem calará a boca que fala o inevitável? Quem sugará suas forças? Quem dirá o que se deve ser feito? Quem continuara? Quem dominará?
[Nessas horas o silêncio desconforta.]
- Se todo é substituído o que fazes aqui. E se tudo é o nada pra quê serves? Se a alma te aflige porque não a jogas fora? Se o encanto é uma droga porque aceitas? Se tudo é uma cilada porque continuas?
[O silêncio se manteve até ás horas em que as resposta gritaram sem serem ouvidas].
domingo, 13 de janeiro de 2008
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