sexta-feira, 30 de outubro de 2009

E do vazio...

Tentando ficar parado e simplesmente calar as vozes cobradoras de minha mente

que deseja agradar a todos que amo,

agradar aos outros para então ser agradado –

aceitando-os do jeito que são e desconsiderando o que sinto pra fazer eles se sentirem bem.

E num problema,

já que a humanidade em si é cheia de incoerências e controvérsias –

e todos sendo um bolo de idéias plantadas durante a vida –

idéias as quais me custa a vida,

idéias as quais custa a vida de quem acredita nelas,

por vezes alguns nem se questionam porque vivem o que vivem,

porque acreditam no que acreditam,

porque agem da forma que agem –

E o automático ativado sobre uma estrada que é curva e cheia do novo.

Eu tento por consciência me colocar em retaguarda,

o que me mostra a cada dia mais vazios os quais minha alma se apóia

e toda utopia que criada

e assim encarar o desafio que é conviver com um ser que nada mais é do que questionamentos sobre ações,

do jeito estranho que soem,

do jeito maluco que sejam,

minha humanidade se cansa de tanta cobrança de mim mesmo,

de toda influência de meus pais em mim mesmo,

de tudo que sonho e de tudo que deixo,

de um jeito em que por ora um quarto silencioso e vazio, escuro e úmido

me basta o olhar o teto negro e não ver nada.

Costumava rotular coisas pela dificuldade que trazem

e me alegrava de pular um estágio em senso-comum difícil –

hoje nada mais do que o viver por querer fazer o que gosto e os conflitos em mim mesmo,

de mim mesmo em fazer o que gosto,

das cobranças que tomo,

das feridas que carrego,

do vazio que vivo

do vazio que levo.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Por ora, a noite...

Noites que eu desconheço sem ao menos antes tentar tocá-las, mas de alguma mudança talvez acha-me no que os problemas das palavras em tentar traduzir o que sinto em uma língua simples que é poder falar em simplicidade e dizer quase tudo , em preposições tão diferentes mas tão certeiras, em sons que dizem falam cantam ouvem enquanto comunico; essa língua de noite , que me perco por ora e sozinho me pergunto tanto, talvez seja a paixão em fazer parte de um roteiro de que goste demais, perdido nas entrelinhas das frases tão ouvidas tanto por aí ;a câmera sai em busca da verdade que é relevar por meio disso o que de vida nos resta nessa terra que se deteriora, agora portanto me encho de nada , e descarto aquilo que nos trouxe até o hoje, e isso é difícil principalmente por viver num ambiente em que o ontem é a resolução do hoje, tanto do que vivem é tudo de ontem, nada de futuro senão tentar reproduzir de forma mais abundante o ontem, e assim se criam as éticas em fazer um trabalho bem feito, o que quero senão viver o que segredo que é vida em oferecer aos seres o ar dela própria, agora eu te digo que nada mais disso quero, portanto as minhas verdades que construo num dia de acordo com o que quero e com os meus objetivos, respeitando os demais que convivem comigo, mas não me prendendo por eles. Humanos são muito de julgar e parar minha existência e perder meu tempo nos ideais em fôrma que tem , nada é assim tão perfeito quanto pensam, e nada vai ser perfeitamente que nem num livro que tanto acreditam e em fé propagam, a realidade é um pegadinha que só esperto que reconhece no tempo que ela aparece , por enquanto, outra vez disso, os meus instintos e minha estrutura biológica me servem, e meu coração que ama a quem deve por amor a quem merece, e a essas pessoas minha condolências por que não sou mais um usual, mas alguém que ama e que é simplesmente diferente, que entendam quem sou antes que eu morra, ou antes que morram e continuem amargurados pensando o que o amanhã cairá tão bravamanente sobre, as noites que desconheço são somente uma forma de tentar descobri mais um pedaço do que não sei o quanto mensurar , portanto por aqui fico antes que essa acabe e de responsabilidades o dia me encha amanha e não dê conta, por enquanto e portanto, devo ir, que me entendas e que me beijes. Boa noite.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Answer

I wish I could understand in rational way the word meaning of "miss". I mean, I was feeling pretty much alones these days - what made me ask about the posture a took from stop talking to you. I had quite clear the idea in my head, and I was living with it normally, sometimes I wish all this bad situation just going away in a magical painless way. In the end it is not just about us two, but the idea of form a close happy and helping group that me, you and Lucas turned into.

I am not telling you that I didn't turn sad and angry when you burned me, I felt violated, so sad, because I could handle the feeling of having some-other-one doing it, or maybe not, but a friend of mine makes all that in a bitter way of seeing our friendship, a bitter depressed way of seeing myself with that injury. Although, when the time was going by I just was leaving behind the hate I felt for you and trying to make a whole new life without you guys. It was so difficult, but I just kept my decision ‘cause in the truly way the burn was a little thing I was waiting to end our friendship.

If there's a thing I know about myself is that I like a harmony environment in my life, Iike seeing all those things going good, without little troubles and I was feeling a tone into your voice and attitude when you used say things about me, like a disdain to me and my things, maybe you don't know that, and probably you didn't do it in a consciousness way, but I used to hate it.

Besides, I think you really negative about yourself, you complaining and trying to find a mistake in your plans, I mean you are intelligent and talent, you don't need to keep those thoughts inside of you saying you're nothing, I HATE seeing you acting and feeling in that way, you're so much more and you don’t let yourself live it, and it's just sad and unfair.

I know I am not perfect in doing my plans in a exactly way that I first thought about, but Dilermando I am trying so hard to get what I want, I wake up and go to the bed just thinking in how to get what it - that drives my life, all the time and I hate to see me failing in my action, realizing that it didn't go in the way I was thinking of, that makes me feel so depressed and sad.

I like being in the middle of people that understand that everything is circumstantial and trying to do some effort in turning then into something better. Sometimes I know it is so difficult to see things like that, but I need to be in the middle of people that believes in themselves and I know Diler you can, as I can, as Lucas can. We burn to live so much beautiful things and enjoying that, but sometimes we are missing it out, losing it out because we don't act and feel in the way we suppose to feel, act and be. I wish I could just turn things better in our relation, but I need we both, we three living what we suppose to live.

domingo, 20 de setembro de 2009

Sem título

A morte me chama com braços felizes e sorrisos que me acalmam da existência tortuosa que vivo, em ventos que bate tão bravamente sobre meus poucos cabelos e minha pele se agrada da umidade que acomete a atmosfera de minha cidade posso rir, de tanta desgraça de tantos seres que acreditei serem certos se mostrarem monstros , de heróis tudo misturado sem limite sem nada mais, nada mais que moral, nada mais que eu mesmo, em mim mesmo em uma vida que vai enquanto a morte me chama, e na beira do rio mal sei o que quero de verdade ,mas me sinto tão atraído pelo o que há de vir, escuridão te amo pela indefinição e indiferença sobre o tudo, não que não amasse o sol, mas que me apaixono pela silenciosa que expressas, aqui enquanto te amo, uma das tuas filhas me chamam, ah como eu as amo escuridão morte que me carrega pra onde eu não seu, mas de vida me canso com a certeza de morrer a salvação do viver, aonde quer que eu vá, fosse eu de qualquer jeito, aqui toma minha alma antes que me esqueça que a existência me leva a ti, de forma inesperada que nem sei me carrega aqui, hahahahaha, rio que bom é aceitá-la como se nada tivesse mais, os rios se rebelam agora sobre ribanceiras desesperadas e inspirantes águas barrentas nessa natureza cobiçadas em vontades intermináveis dos homens, me leva a tua forma melhor de pensar antes que meus neurônios apodreçam e reação não possa ser mais feita para montar pensamento, hahahahaha,eu riu de tudo isso com alegria e um raio cruzou ali perto, de um trovão tão forte, hahahahahaha, morro de alegria enquanto minha roupa voa sobre o vento, tendo sido levada minha capa arrancanda pela violência de tudo e agora posso rir, e então tudo se acalma sinto que devo parar para pensar, mas isso fiz em minha vida toda, agora é que me sinto mais livre em simplesmente não deixar pergunta alguma dentro de mim, mesmo como precursora filosófica, foram tantas que aqui estou caminhei de um bairro longe para chegar aqui na beira, e perto dessa estrutura a qual começou minha cidade de por então terminar o que vivi nela, e como amei-a de uma jeito que só a chuva soube, e do como o nublado em alegrou enquanto estive aqui, se hoje sou feliz foi pelas oportunidades de estar no meio da tua criação tudo como eu amei e de que forma fosse a tua disposição natural, hahahaah, posso sim, ser feliz, tenho sido muito feliz, e talvez seja por isso que esteja aqui, amo amo amo tanto tudo e meu objetivo sinto que está aqui, cheguei a ele, não te sentes bem quando achas o que deve, agora não deve está, tudo muda tão rápido por aqui, desde tanto tempo, quando eras calada e gigante, sinto que vida minha virou um nublado constante pronto e ser desaguado em ti mesmo, ventos ventos ventos ventos ventos ventos sobre meu rosto, rosto sobre meu rosto, ventos ventos ventos sobre meu rosto,agora já sinto felicidade arranque minha alma , arranque minha alma agora sou feliz, se por isso agora que venha a tempestade da minha vida e que leve o que resto mortal ainda está em mim agora, em grito suplico emquanto tiro a arma do bolso e preparo lha o gatilho sobre minha fonte e tento puxá-lo com os olhos felizes, e tiro sint , raio me acerta e queima meu cérebro, morro feliz.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Pensamentos recorrentes de um ser

Terceiro:
Sentiu medo, mas continuou. Lembrou de todas as possibilidades negativas que poderiam sair da situação de quantos danos poderiam ser trazidos, do que seria depois que tudo se realizar-se - respirou profundo, e continuou, retomou pensamento no que queria de fato, queria esquecer o resto, e deixar de lado, tanto da vida passada; queria morrer tão bravamente, queria se enterrar e deixar que sua alma fosse tragada pela terra como fumaça brança entre a poeira compactada e que seus óssos se reconstuissem em novos e brancamente brilhantes, que seu cérebro, retomasse mais branco e que sua recente vida fosse tão transparente quanto seus desejos. Lembrava por vezes do que tinha abandonado de todas as amizades interessadas em objetivos opostos, de todos os laços que tinha verdadeiramente tinha, poderia então naquele momento, abandonar as horas e horas de trabalho, mas com alegria rememorou tudo o que via na frente da vida que construia, e se orgulhava do novo rumo, decerto seria solitário no incío como toda a caminhada na solidão da vida, mas em algum momento encontraria alguém que sabe o quer e que quer isso em similaridade, então não se preocupava, ria do passado, se alegrava de poder ter aprendido no final e de agora estar morrendo vagarosamente, para uma nova vida que de eterna não sabia de nada, não se sabe de nada dos eventos futuros, mas se preparava para qualquer mudança e eventualidade, sabia de dentro que o universo como um todo estava a seu favor, se alegrava por isso, e toda a negatividade que os modelos dos pais foram postos em medo sobre a existência eram diariamente questionados, e postos em crítica, de certa forma que conseguia ver de claramente o que acontecia, em consciência poderia decidir de fato até quando sua força de pensamento se desgastasse ao ponto de não conseguir formar mais nada, antes se maltratava por não ser perfeito e ver que os deveres lhe custavam tempo e energia, se sentia o menor por não ser mais de extradiornário, por não ser mais, muito mais, a tal ponto que a culpa o afundava, e sucumbia numa fossa, que desejava morte, ali pedia em lágrimas morte, e depressivamente se fechava na sua cova, não queria trazer ninguém para dentro, entendia o quão donosa era a situação e amava todos os que estavam que viviam ao seu redor, e queria ser melhor em vez de mesquinho e carrasco, desprezador, até o momento em que pensou que se era para morrer - que seja de forma completa - e então começou a abandonar aos poucos o que de fora e passado havia, que em começo foi tudo tão confuso, pois abandonar o que mantinha a existência atraia em si um medo de ressussitar como algo que não sabia ao certo se daria certo, de fato nada pior aconteceria, já estava no fundo poço, o chão era ali. Nada mais abaixo, e em confusão mesmo, foi indo, em sofrimento que era deixar de lado o que tinha feito, o que tinha vivido, das vezes que correu sobre a terra e sentia o ar bater-lhe na cara, dos sorrisos que era respirar o ar da terra, de quão bom era mexer as pernas, de tão desafiador que era ouvir o agonizante do coração que tinha se esforçado, de como era bom sentir, de como era bom rir, e até chorar lágrimas de alegria, arrependimento e de abandono, então foi que deixou escorrer uma dos três sentimentos juntos, podendo em seguida rir - ainda tinha muito de medos para renunciar, deixar e continuar; ainda tinha muito para morrer.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

[ONE]

Ele andava na rua muito incerto, como se a noite escura tirasse-lhe sono, e de sobriedade negativa o tomasse como plano de um ladrão que rouba à mulher na outra esquina que grita enquanto lhe é tirada documentos, e então corre em direção em que nada se conhece a casa está longe, assim como seus pensamentos lógicos, grita para ninguém, é socorrida pela umidade somente, atravessa quarteirões em choro, é jovem, tomada por um medo que há segue desde de o momento, sozinha e desprezada pela vida, pensou ela, correndo sobre o nada, para o nada encontrar nada mais que suas lágrimas sentidas e corridas sobre o rosto, retira os sapatos para poder fazer melhor, nunca antes vira uma arma tão perto, tão bem alinhada a sua cintura, pressionada com força, como se a bala fosse atraída, como um ferro à imã, pelo seu medo, correu, atravessou a rua, e de longe o viu, andava calmamente como se nada ouvisse, ou preocupação alheia tivesse, e ao se aproximar gritava por ajuda, até que o alcançou e como olhos machados, lágrimas com tons pretos que escorriam sobre o rosto, olhou para o rapaz, parecia o grande o bastante para ajudá-la, pensou, mas ainda com choro continuo, aliviada de que poderia ter ajuda - nada mais fez o rapaz do que olhar para ela como olhos vazios, desentendidos de realidade, perdidos em introspecção, e então se afastou como se tivesse visto no lugar dos vazios olhos arrancados restando buracos e sangue escorrendo, recém arrancadas portas, deixando escancarada a alma maldita da existência do rapaz, encheu-se de horror e continuou a gritar por socorro, louca, por uma rua onde nada mais havia além do que ela e seu demônio, que agora a perseguiria pelo resto da vida, dentro dela rindo como se engordando da desgraça.

Chegou em casa Láscio, e no meio de feixes de luz que entravam pela janela, luz laranja do porte que pouco iluminava a sala, tirou os sapatos, sujos apedrou-os para qualquer lugar que ninguém veria, despiu-se enquanto ia alcançado o quarto, roupas jogadas pelo chão escuro úmido, enquanto o ventos sussurravam pelas lajotas, e por ora envolviam o cheiro do dia da roupa do rapaz, foi-se ele sentar na cama fria, poderia ter sentido na pele das nádegas o quão fria era a cama, não pode, tentou deitar-se nu, como abandonado a nada, não conseguiu, tentou derramar lágrima, sobre um escuro que o abraçava, nada pode, senão levantar e ao chuveiro se dirigir, nu, sem pensamento, sem emoção, jogado numa sorte que ora o universo reconheceria, há de reconhecer, um dia pensou.

Pois gotas sucessivas caiam sob ordem rotacionada, caiam para escorrer num corpo só, num corpo quente amargo, só poderiam escorrer por fora, lavá-lo não, nada de refrigério traria nem gota sequer, nem detergente qualquer, mas pode sob uma áurea triste de um vento que bateu fraco na janela semiaberta do banheiro poder lembrar que estava vivo, gostaria de poder simplificar tudo num somente pensamento, e trazer a tona uma solução eficaz, estava solto, estava morto, porque tivera visto o pai na infância viver vida que sociedade dizia errada, mas que todos desejava com toda força que ansiedade pudesse trazer, viveu o pai dele como se fosse o cara do seu tempo, depois de casado ainda não satisfeito saia atrás de saias, e de preferência aquelas que por baixo não houvesse mais pano sequer que não fosse uma genitália descoberta, vivendo o sonho do adultério, porque meus filhos são pequenos de nada entendem e de nada entenderão se souberem de algo, minha esposa que de burra tem a coragem de me deixar até uma hora dessa na rua, há de engolir, enquanto posso vivo, daqui a pouco esculacho levarei dela, e que minha consciência pese somente ali, porque casei em comprometimento mas sou humano, vivo em carne, e quando tudo isso vier a tona nem mais na terra existirei, tudo como um vulto que passou, em tempo que é injusto em vida que é curta demais pra viver prazer, que eu viva em prazer enquanto posso penetrá-la e fazer do meu corpo minha felicidade que é perdida em tentar achar tanta insatisfação, posso eu aqui ,enquanto vivo, e com rastros deixou , como se o mundo dele fosse e pudesse controlar toda a porcaria que surgiria no mais tarde quando por marcas de batom e doenças tivesse cheia sua esposa que em casa agradecia por tudo o que o casamento acontecia, nada era perfeito pensava ela, mas essa é a vida, e quando descobriu o que nos exames mostrou e na frieza que constantemente crescia já era tarde de ver tudo, mas em submissão permaneceu ali mesmo, em choro, pra onde mais fugiria se família tinha abandonado pra viver o que sempre sonhou e ter, agora estava criando uma, formando uma família, não fugiria dali, mas por agora, pela humanidade que exercia poderia chorar pelos cantos e se lamentar o quanto pudesse, ali, enquanto cozinhava para os filhos e nos banhos que dava neles, saia lágrima que escorria calmamente em rosto que envelhecia de amargura, porque tudo o que sempre acreditou era nada mais que uma armadilha funcionante na época de sua vó, agora já, os tempos tem sido maus com todos e com ela acertava-a, mas agora filhos, fugir como uma adolescente não poderia, com sempre o fez, mudar de cidade, de lugar pra renovar rejuvenescer as idéias, reinventar, não poderia abandonar os filhos, isso não, pensou ela, e continuava em pensamento quando já lágrimas não poderiam mais escorrer pelo rosto, pela décima vez o marido a traia e descaradamente vivia junto para manter toda imagem porque domingo era culto, então em duas horas sentado poderia acreditar que no mundo poderia ser construído saudavelmente e assim desprezar toda a merda de dentro de si que sempre teve, com aquele sentimento de que nunca seria o bastante, como se fosse o único ser humano a passar por tal, ali, poderia deixar escorrer tudo momentaneamente enquanto pudesse desprezar esse peso que são as emoções opressoras da alma, deixava, ali por duas horas e depois cumprimentava os irmão , dizia que tudo ia bem, apesar de ainda estarem se estruturando de depois da década de 80 que tinha sido difícil pra todos é verdade, com riso no rosto, mas era só descer pé da igreja e tudo desaparecia, corria fora quando pudesse, sem que ninguém visse procurava um novo caso, algo novo pra ajudar a fazer da merda de vida que vivia algo mais dinâmico, assim enquanto pudesse como já tinham dito, até que a culpa o consumisse e procurasse quem sabe um trabalho em que pudesse viver dias longe da família, já tinham-se esgotados justificativas da cabeça toda vez que via sua pequena filha o chamando de papai quando na verdade nada o fosse senão um dispersador de espermas e que por ora encontravam um óvulo de alguém que poderia significar algo para ele, não era nada do que tinha pensado anteriormente mas foi o que pode viver, e o rapaz que por essas épocas era uma pequena criança observadora só olhava, tentava entender ou montar um sistema, toda vez que via sua mãe junto ao seu pai, seu pai a traindo, ela sofrendo, eles juntos, tudo tão unido, mas era um tal ser que não gostava de ver ninguém sofrendo, nasceu com, como se gene comandasse, não gostava de ver, tentava entender quando estendia, a mãozinha no rosto na mãe momentos depois que escorria uma lágrima, enquanto chorava alto enquanto ouvia discussão a gritos do outro lado da casa, sentia empatia pela mãe que sempre expressou sem medo toda amargura presa, em lágrimas e em empatia se enchia para poder, mais tarde, provavelmente na adolescência, destilar ódio à figura paterna, e à manifestação masculina de um ser e em ódio desejar ser algo melhor que respeite os seres humanos como são.

Agora a vida era outra já, os tempos eram outros e chuveiro ainda escorria sobre as costas do rapaz responsável, enquanto pudesse e tudo não desabasse, ajoelhava sobre o chão gelado, agora já podia sentir, até que câimbra o avisou de que estava vivo, cheio de incerteza, ali jogado, sem paz que fosse na cabeça, sem sussurro na consciência que o pudesse dizer 'descansa', mas já seco estava na cozinha e enquanto procurava por algo, e vinho tinha achado e bebido sobe goles rápidos e decididos até que o porre o confundisse com um sono, e depois de ter se arrastado até a cama, poder então descansar dos dias difíceis, e numa cama que agora não importava se estava fria ou quente, deitar e riso para o teto do quarto e então fazer uma oração pra si mesmo para que sonho bom a mente trabalhasse nessa noite, e de bons sonhos pudesse dormir numa cama, pudesse então descansar, por que haveria outro dia em que tinha que viver, a amanhã talvez... Foi o último pensamento.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Call me

Porque num pub nos encontramos e com poucas palavras nos beijamos, esquecendo sons, esquecendo até de nós mesmos, era como se de únicos fossemos feitos num momento inorportuno, beijo-te com dor de te perder, cedi com medo gostar, fui até aonde poderia, olho teus olhos como se fossem o azul mais real e a cor mais verdadeira que meu cérebro pôde interpretar, assim mesmo, sob direção de álcool, sobre despretentensão, olho teus olhos, isso me bastava se não fosse tua boca aproximando da minha, em intenção que já sabíamos, mas que duvidávamos por benéfício da surpreza pensada, teus lábios são rosas, tua pele quente como na noite que de dia nublado fez um frio confortável, foi teu abraço talvez que me fez perceber, ou teu pulso, o sentia pelo teu pescoço, como jovens que se amassam enquanto podem, como se o dia fugisse sem que percebessem, estávamos lá, Vamos pra casa, um disse , e fomos sem palavras, totalmente sem palavras, não sabíamos o que era casa, o que era estar em casa, éramos dois pelo menos, em algum momento nus descobriríamos, nus mesmo, com nada, num escuro em que somente mãos , umas sobre as outras, podiam dizer ou traduzir o que poderíamos sentir, e como se o ar estivesse úmido e leve, nossos pulmões sentiam a transação de cada movimentos de vento do quarto fechado, ali, sós; se o amanhã nos preocupasse, nada teria acontecdio, nada mais que um beijo, e de preocupações nos encheríamos em retrocessos, talvez estivessemos longe, e eu nos meus gelados lenções, longes, distantes em pensamentos que só a vida já faz-nos levar, como se loucos, como se sóbrios, e destraio-me como se evitasse o que de desejado pode ter a situação não planejada, vou-me enquanto posso e ali poderia, e pude, como se fosse-nos tirado vida, respirava como se minha alma fosse dada a ti me perdia, até que alcançassemos juntos, ou um adiantado do outro -não importa- o fim de pele sobre pele, de vindas e voltas,- acordo com ressaca, a manhã parece mais estranha do que de costume, me sinto mais estranho do que de costume, talvez melhor, já que viver um pouco mais incomoda e causa estranheza, a manhã ainda está nublada, dá pra ver pela janela, mas com um sol morno de início de dia, e como posso me visto, te dou um beijo na testa, não esqueço, olho-te de em rapidez , respiro, vou deixando caido meu número, espero que me retornes.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Resentir, voltar

Tudo era novo, era novo, a primeira paixão de um coração que inseguro acha alma desvirtuada num corpo achado ai, no mundo, que em crédito foi lutado, foi cedido, e enquanto sobravam os sentimentos, os pensamentos eram desvarios que voavam num céu que ninguém queria ver,se sentir é o que se fez vivo sentir que esqueçamos então, por um istante, que razão existe por tras de um pequena paixão, aquela bem imatura, sem fundo, sem chão, e que foi, e que um dia será, quem sabe em volta em ciclo que traga, em linha grega, o que por volta foi , num desses dias em que trabalho tiver de folga, nada mais importará por um simples sentir na humanidade que nos roubada é aos poucos, que seja por ali, por alguém que a retribua e que comprienda, e que seja vivo o basteante para sentir por completo o que seja, num desses dias em a tarde estiver úmida e calor longe passar, numa tarde dessas, numa vida dessas.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Pra onde?

Sinto-me longe, como nos dias em que a chuva nos afasta do mundo tão vivo e corrente, e no distanciamento vou-me em caminhada ofegante, ofegante, não sei é o que arriscar em desistir, não sei o que é continuar sem entender. Mal teu sorriso pude conhecer, ou tua voz no meu ouvido que quer ouvir atento, e tua pela foi minha lúcida vista de uma alucinação que criei sem patologia, sem substâncias. Teu cheiro até agora é hipótese que não desenvolvi, pensei no experimentalismo da situação, esperei que a resposta a realidade pudesse me dar, sem medo, sem restrição ou em curvas inexatas do conhecimento.

                O desistir remete tanto a fraqueza fracasso pedaço, submetendo-se à certeza de que o jugo não será mais suportado, de que nada mais é real, e que tudo foi uma idéia maluca  criada de fantasia platônica, sem fé, sem esperança. A caminhada se mostra justa em aceitação heróica do destino - tudo justo no seu lugar, no seu devido lugar, como numa escrita aceita das vontades indispostas humanas, indispostas dispostas interpostas cruzadas distendidas desacertadas - os humanos ganharam uma forma assim torcida envergada dentro de mim? Ou sejam, se forem, que sejam, sem lágrimas, lágrimas perdidas serão nunca, se em arrependimento, se em redenção.

                O caminho úmido, molhado na tarde quase escura, num casaco quente que me sobra agora, sonhos vedados no escuro do quarto fechado do cômodo dos fundos da casa, em desprezo vou, assim, sem reconsiderar, sem pestanejar? Reconsiderando fui, ali, onde as esperanças todas vivem por si só, em fé, believe is all that had to exists, they say, believe, believing, believed.

                Progressão depressiva é olhar daqui, será que ainda corro em braços abertos, em respirações profundas, será que me pega em volta? Tudo numa caixinha cheia de nostalgia, de imaginação, como as dos astros que de brilho nos enchem a alma, e em proposições vivas são montadas seqüências e explicações para tão belo céu. O céu é azul e o olhava, mas o céu globoso pouco tinha para mostrar simplesmente por fora, queria a profundidade, em que o escuro retinado acho o desmembrado ser, sem as couraças todas, sem as capas, sem as convenções, ali, num recanto em que nós nus mais significava intimidade que libido, em palavras nos encontrarmos, nus, sem roupas estilizadas de vantagens, não tenho medo de ver tua casa bagunçada, ou teu quarto revirado de cabeça para baixo, mas amaria estar nele e arrumá-lo-ia feliz, até que nós pudéssemos deitar na tua cama, e em silencio ver o céu que aconchega tua cama, até que o ar tivesse corrente, até que pudéssemos nos movimentar sem receio, e talvez tudo já esteja correto, no lugar, mas simplesmente não queres me deixar entrar na tua vida bem arrumada, bem disposta preparada para ser melhor que eu, ou mais interessante ou vivo que eu.

                Eu sou alguém que tenta, que atira para o céu, ainda que em medo de receio, sou alguém que ainda quer amar antes que o dia acabe e que a vida desapareça revelando velhice, os dias correm, não duvide, não desafie; meu coração é um que se acha quando quer e que se entrega quando os ventrículos se cansam deles próprios e força interior de vida desaparece, busca ele no meio dos olhos que mostram a pulsação das arteríolas que na retina aparecem vivas, vermelhas.

                Caminho seguido, caminho longe, caminho em que forças minhas fadigaram de bater na porta, e se abres e de lá sai outro com cara de sono de quem passou a noite aproveitada no meio do calor das tuas pernas, ouvindo tua respiração, sentido teu cheiro, ele dormiu bem, satisfeito, em paz, tua pele era dele e isso bastava para que fosse o homem mais feliz dos tempos em que este vive, encontrá-lo ali, na frente da tua casa a qual rondei por dias, meses, como um porre que fica a olhar para a janela em esperança do álcool, caminho longo esse de volta, caminho solitário, mais do que já era, caminho sem ti. Mas ainda indeciso, ainda perdido, não sei o que faço, por enquanto me sento aqui embaixo dessa árvore a poucos metros da tua casa, e talvez adormeça aqui mesmo, esperando saires, esperando chegares, esperando resposta.

sábado, 11 de abril de 2009

TO

Dias que se tornam casas de reflexão, ansiedade, preocupação, vamos onde se deve ir agora, então, já, corre-se para o todo que se quer em passos longos, em passos longos. Entrei por aqui pela força de minha procrastinação, sabia olhar e ver o todo, e isso me bastava, outros que me acompanham tem regaluraridades postas de olhar, olhar e olhar, eu , tenho minha mente que pipoca em observações que se fundem da vista abrangente - vistas da vida , dos sons , das informações faladas; a calma ora me alcança com força de me fazer parar e ver a vida que corre junto comigo , á passos horas mais rápidos que meus, que os outros, que o todo, vou por me apegar no que estava a me manter, a me segurar de minha vida,  os presentes que minha estrutura biológica possui uso o máximo que posso , para adiantar minha vida; daí uma crise inconseqüente de ansiedade me toma por responsabilidades todas que tenho comigo mesmo ao me  cobrar na minha existência fugaz.

Meus dias são aqueles, teus. Meus pensamentos intersecção horas na tua pessoa, não sei até que ponto és, chatice ouço que é tua, e trato como se tu fosses detalhe de uma gama polidimensional que torno uni da minha vida que nem sei segurá-la por oras que toda minha experiência não resolve, me jogo no assoalho de um banheiro branco e fico a me perguntar a me perguntar, espero que minha estrutura neurológica responda, espero que minhas leituras sobre personalidade se apliquem com força e ora teus olhos, they calm down, they calm down? i am losing it. Calm.

Nunca houve calma, mais uma inquietação hiperativa cercada de esperanças marcada de pensamentos rápidos, respirações perturbadas - tudo num momento em que o tudo parece cair sobre, como uma parede que antes achava que fosse proteção, desabando com força de me fazer alcançar o chão, batido, sangrando, em jugo, em trauma, daí, forças que procuro, e ora acho por amigos, e ora gostaria que fosse tu, me levanto em baques que credito sararem, sararam, sararão. A cura que procuro está em mim mesmo, a verdade que busco está em mim mesmo, por oras confundo contigo, com outros seres, com o abstracionismo da vida, mas está tudo em mim, queria colocar-te na minha vida para poder amar-te, amar sem medo dos relacionamentos todos complicados em quereres opostos, dispostos, gritantes, queria amar-te  na noite que fosse a qual me tivesse me chamado, eu estaria submisso ao teu beijo, a tua boca, ao teu toque, a tua pessoa, mesmo que o amanhã quisesse-nos longe, ali eu amaria, de todo o meu miocárdio-cérebro, de todo meu entendimento. Não tenho medo de ti.

Uma noite que seja, qualquer delas, em quem a sagacidade de meus pais não queria saber dos obscuros seres de minha alma, e só não quero nada, o convite que seja, I hate wait porque na minha vida faço o que posso na hora que quero e desejo esse querer, neste agora depende de ti, e eu não sei o que pensas e das palavras poucas que fala o todo reverbera em minhas proposições conseqüentes, vão voando alto em conseqüências-causas dos seres que se comunicam - tudo é um sinal sim. Every action, every action. E torno a ti torno-te minha tentativa de fazer da minha existência uma vida que soube reconhecer pessoas, olhares, risos, palavras, que simplesmente não desprezou pessoas que estavam por aí, tornando-me mais atencioso e disposto a arriscar no que quer que seja com vida, com alegria, com vida, dai em cobranças excessivas me ponho agora, em reflexões, ansiedades, preocupação, o que queres? O que queres? O que quero farei?No que depende de mim desabo-me em mim mesmo , a perfeição está longe mas é ela que ampara a minha existência fugaz.Just don’t have afraid to tell what you think or feel.

terça-feira, 3 de março de 2009

Medschool-3

Eu sempre fui dividido entre ciência e a arte, duas áreas que para mim são refúgio, o descobrir da vida é tão intrínseco que nos andares perco-me com freqüência de ser achado pela vida, as idéias: formas; as ações: desinibições - que vão cercando um todo que com o tempo é lavado e sem notar já estamos num lugar em que negávamos no ontem, e o hoje é a própria negação nua e desnivelada de nossos medos. De como vou, pra onde vou, é tudo um misturado perturbado onde a crença do intuitivo com o calculismo do saber geram, retomam em volante ágil no fazer disto vivência.
Na medschool vamos no ramo da ciência, as complicações da perturbação da homeostase são nossos focos, estruturas, funções e funcionamentos vão tomando conta de nossa vida de forma que esquecemos que ao menos somos um desses os quais estudamos, nossos livros se tornam nossos amigos, nossas escolhas são repensadas pela força que é a ciência dos seres humanos, e os nomes todos que fomos criando, descobrindo detalhes, aprimorando conhecimentos; vamos indo num ramo certo de fazer desses conhecimentos científicos salvação futura aos que precisam de ajuda, de trazer de volta a vida normal de seres que vivem. Mas a ciência está ali, às vezes me perguntava se valia a pena me fechar no campo científico. Se a arte não me faltaria nos desesperos meus corriqueiros, creditaria num livro bem escrito, eles estariam ali representantes dela. Meus planos foram se anulando ao ver que os livros sim me acompanharia de todo, mas só os saberes certos dos cientistas, de todo, as letras todas sendo especificas no comunicar, objetivas no informar. Ciência.
Os livros estão ali, na medschool só precisamos ler, entender, interpretar e repetir numa prova ou num seminário solto no meio da semana. A busca pelo saber é mais constante do as palavras poucas dos professores que tentam informar algo, mas os livros estão ali, seguros, salvos das informações impressas, disponíveis para qualquer folheada digressiva ou de relembranças das informações perdidas, estão ali, concretos. Mas a prática vai se mostrando enrolada, nosso conhecimentos são tão aplicáveis que qualquer robô sairia satisfeito, completo, e curado; os nossos alvos, o bem-estar deles é muito mais do que drogas ingeridas em horas certas ou conselhos de prevenção qualquer, ali, quando estamos a ouvir um ser comunicando sua dor , seu sofrimento, passa a incomodar, a insatisfação nos assola a ponto de não deixarmos que esse estado se propague, são nossos pacientes nus, sozinhos, acompanhados e solitários, infelizes, inconstantes, humanos que erram, contudo esforçados a melhorar; outros jogados, desamparados, desacreditados de futuros, ali jogados pelo força do doer, em conseqüência biológica.
Não queremos machucar, queremos ao máximo aliviar aquele peso que é estar se sentindo tão indisposto, e mal aconchegado, os nossos pacientes são aqueles aos quais o zelo em solucionar é mais forte que nossas limitações, ou às vezes cansaço de um dia e uma noite inteira de trabalho, são seres que respiram, não simplesmente como metabolismo orgânico evolucional, eles pensam, sentem, retrucam, debatem, querem se sair bem, querem viver o que podem, querem tentar, uns são parados pelo medo de continuar, porém todos esses querendo viver. O viver que corre em mim como prioritariamente ciência, tem se revelado muito mais em arte. A arte de tratar bem, a arte de curar, de cuidar, de ser a palavra no silêncio da vida, de ser o ombro para choro quando não há, de ser a resposta quando só restam dúvidas, de ser a calam quando só há desespero. O tudo é muito extenso, e o máximo que podemos fazer para que nos encaixemos é estarmos interligados uns aos outros, ajudando, sendo ajudados. A arte parece que me acompanhará até o fim da vida, uma complicada e emocionada arte de cuidar, em que os seres humanos mais são verdadeiros do que a exata, objetiva e calculista ciência.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

E que a salvação venha...

I thought that I could be save with it. Seeing you back, with your words again, you know? Eu me encanto por ares que respirados não foram por meus pulmões encarnecidos, eu simplesmente paro um dia e me declaro sem força para ver se canalizo tudo o que chamam de vontade para ficar cercado em ti, um centro onde posso colocar energia, um momento de sonho todo enredado nos dias em que informação corrida toma conta dos contatos recorrentes, e talvez isso me falte, os contatos recorrentes perdidos no amanhã incerto das vontades guiadas pelas substâncias, as quais creditamos sensações, as quais creditamos verdadeiras. Eu queria fazer de ti um pedaço de mim, numa singelidez, daqueles em que os sorrisos prendem-se nos rostos por nostalgias das lembranças que foram o tempo corrido. Safe.

Salvação recorre-me em líquidos que são confundidos com meu sangue que de quente é frio, eu corro perigo algum? Eu corro esse perigo?  O que é o desejar, hein? De uma forma procuro uma salvação que é achada em mim, e fazer do meu destino escolha certa que resultará em bem, assim podendo chegar ao objetivo supremo - the happyness.

Salvação que coloquei te encaixado como numa estante de livros, todos tão essencias organizados para conhecimento do viver, conhecimento utilizável, e vou criando uma dependência dessa vivencia organizada em estantes livradas, fichadas, resumidas, resenhadas, dissertada, narradas, descritas. Ali, que agora me mexo em objetivo de por o livro no lugar, é este, mexo-me esperançoso, com graça de colocá-lo junto, eu gosto muito do livro, eu tento lê-lo, suas páginas são escassas, mas vou juntando-as, o vento tenta desordená-las, mas vou organizando, eu vou ajeitando e fazendo dessa acasualidade um livro, porque interpreto dessa forma, olho emocionado, gostaria muito de ter no meio dos meus amados livros, deles fiz a mim, e continuo a pesquisar, és um que gostaria, minha estante será diferente após, quero rir lendo, quero descobrir, perscrutar, saber, valer, um livro. Minha salvação vem disso, das substâncias que encontro, do que faço com os ares a serem respirados, dos contatos que procuro, do que faço com esses livros - como os quero, como os amo.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

"(...)Parte(...)"

"(...)Minha felicidade tem sido construída nessa pequenez que é admirar o mínimo, e, por não falar, grandeza, mas de vez em quando me pego olhando na janela com riso farto na cara, bem farto e sincero. E ora falo comigo em segredo sonso das alegrias, fico sorrindo, tenho sorrido muito.

Eu sinto-me privilegiado por ser vivente aqui, por viver num espaço que humanos comunicam, interagem. É um júbilo singelo. Gostaria de te dar o que é essa indefinição escrita. Eu me alegro contigo – com sinceridade que no início desconfiava por medo. Daqui a pouco não me comunicarei com tanta freqüência, talvez fechado por recluso da realidade. Mas que deixe aqui o júbilo que é estar falando a ti, estar sendo ouvido.

Todas as tuas palavras foram como meu refrigério – todas, até aquelas cobradas da educação, recorrente. Eu amo as palavras, por saber que há intenções nelas, eu as amo com coração humano sem medo de ser ferido. O simples " (...) ” cutucou-me em curiosidade de conhecer  tua personalidade.

De sinceridade fiz o que tenho feito. E deixo o medo de fora, deixo como medida profilática da desgraça. Singelidez que eu tomei nesta situação, calmaria que é admirar a tarde depois disso. Admiro. Admiro a ti. Vives tua vida nas tuas idéias próprias de ser. Isso me acalmou, isso me reclusou  a ti.

Eu pensava que pelo vestibular esqueceria de tudo. Mas o resultado me alegrou menos que teu parabéns. Coloriu minha cinza vitória. Coloriu com cores quentes as quis marcam os intervalos de chuva do verão daqui. Eu gosto no nublado farto e as eventuais cores quentes.

Desculpa culpar-te pela minha felicidade sincera, eu estou sorrindo em nostalgia enquanto corro as letras sobre este papel. Faço questão de escrever e só escrevo quando sei que descobertas farei sobre o mundo e vida. Penso tempos, gosto de fazer trabalhos de sensações estilizadas e reais.

Eu espero que pedaços venham dessa maluca idéia que é comunicação e a aprendizagem, e esta seja robusta em lições inesquecivelmente fortes. Desejo-te felicidade e alegria sempre, como quem deseja estar perto das pessoas que ama, da pessoa que ama."

sábado, 10 de janeiro de 2009

Somos o que queremos ser, temos o que queremos ter

Somos o que queremos ser porque o tudo é nada, e este só é algo quando interpretado de acordo com objetivos específicos nossos. O ter é conseqüência do ser.  O processo de criação é longo e necessário. Saber o que querer é uma das mais importantes noções de consciência que se deve ter, pois sabendo exatamente o que se quer pode, a partir dessa perspectiva, organizar o tudo de acordo com o necessário discorrer em relação ao ser e depois ter.

A borboleta é o que é porque soube aproveitar os recursos necessários para chegar em lagarta e depois de fazer seu casulo se esforçar em metamorfosear e sair do casulo como borboleta. Ela soube fazer do simples fato de estar em concordância com suas necessidades e fazer delas verdadeira em seus objetivos. É um processo natural que a natureza coloca-se. Às vezes não se sabe o que se quer, a cultura modela a pessoa que sem consciência nesse deixar ir, e, sem saber, vive algo aleatório que acaba em nada. As ações revelam o querer.

O processo de criação é algo maravilhoso que cerca a cada instante, a todo o momento é criado mais e mais, e muitas vezes, como dito anteriormente sem consciência, chame a consciência. Fazer deste algo que se quer é o verdadeiro ponto. Saber ver o tudo com descrição e atenção é mais uma forma de tornar real cada vez mais o que se quer, e ir transformando o nada de tudo em algo -  fazendo dos elementos criação necessários, o tudo está aí, o tudo sempre esteve e sempre estará em concordância com o que se quer.

Ao ser, a criação passa a ser como um rio que correr por força própria distendida sobre o leito, numa normalidade própria do realizar e fazer. O ter é uma conseqüência filha específica de ser. O parecer é uma imagem criada, como num espelho, o ser é estar na frente do espelho e o ter é a capacidade de poder distinguir o ser do parecer, a prova viva do possuir. But the real point is: What do we want to be?

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

E que tenha decisão...

 Eu não quero falar sobre, eu quero fechar-me sobre um casulo que me desenvolvo enquanto me preparo para o que mais tarde virá, e num silêncio - deixar-me sentir o refrigério -, que reproduzo, e ela também o faz agora, fechar-me, sem palavras, sem discurso, eu quero me calar enquanto o ano não acaba, e ver se fico por ai, com uns demais. Eu tentei em ti, eu procurei-te, achei-te, e agora me questiono - teu silêncio me intriga, me aflige o coração como uma ofensa em que me ponho no chão humilhado, esperando para me levantar; se estais, se estais -  o que importa - gosto, amo ,as felicidades alheias, só fico ainda num silêncio, eu quero calar todo pensamento sobre ti, toda lembrança, rarefeita que pouco interagi, quero livrar-me rapidamente, como quem se fere ao cair e rasga o joelho em sangue, eu tiro o curativo previamente, para sarar mais rápido. Caí? Fui de cara no chão e me feri? Com sangue melei-me?

 Um refrigério tenta passar sobre mim, e lavar minhas agonias, umrefrigério tardio dos dias quentes, que acalmam as inquietações do amanhã, ele está aqui, em iminência, é daqueles que deixamos fluir como em solução, que leva o que queríamos longe a tempos, está aqui, enquanto falo, está quando estou pronto a dormir, um refrigérioeminente, um refrigério eminente - queria quebrar esse estado estático, em dinamismos completar a função básica da ação que em ciclo se repetem enquanto vivo - há duas opções, - ou o refrigério me atinge e com força , em vento que arrasta mancha -  levarás para longe  ansiedade do esperar, e escorrer como as águas dos rios que correm nos dias de chuva, numa corrente avivada, que de barulho bate nos ouvidos atentos, e de cristalina basta ao reflexo da luz, o cheiro exala forte por dentro, um início que tudo se põe, a seca foi, o rio aumentou, o volume, estará a pouco no mar percorrendo diferentes águas, aquelas que de surpresas terão mais e mais, os diversos seres, e dali encontrará tanto que se das águas passadas dependesse, nem estaria ali, uma lembrança das margens estreitas, agora há o mar.

 Ou empurro o refrigério, deixo que volte a seu lugar de origem, e encontro a satisfação do realizar, mesmo sobre a ameaça do tédio, que indisponível se põe no começo, mas arrisco com coragem de fazer-te parte minha enquanto vivo, e o viver infere a idéia de tentar, tentar abandonar o refrigério por uma experiência pequena , ou outra de dimensão escolhida tua, com tua boca teu cheiro e pele. Faço-o porque acredito em ti, as iminências são minhas amigas protetoras, eu chamo-as em choro enquanto a noite não chega, e em papéis, os quais me ouvem, aparam as lágrimas enquanto amigas minhas não chegam, num tempo marcado pelos enquantos do esperar a conseqüência, tentado da causa, eu ponho-me desse jeito. Oh refrigério que atinges a melancolia que se alastra sobre meu ser, o qual se põe sobre os risco, eu quero,refrigério, que sejas a minha cura dos amores que crio, eu quero que leves as lembranças, estão aqui nessa caixinha guardada, todos os pertences, e os adjetivos, e as idéias que empreguei, guardado está para ti, se lavas que me lave meu ser dentro de um riacho que corre rápido e em vestes brancas que balançam sobre a correnteza interior seja levada agora, seja tirada, refrigério.

 Mas refrigério, eu em cara de pena e dor olho-te, vale a pena deixar ir, o  refrigério? Vale a pena deixar-me lavar, eu estou de pés molhados, pronto para entrar, vale a pena deixar que os cheiros esvaiam-se? Deveria continuar lutando ou deixar-me flutuando ser parte da água? E as lágrimas escorrem do meu rosto, e aproximas-te em brisa calma, e sopro sinto sobre meu rosto, digo estais aqui, vives apor aqui, o dias está claro, as águas correm geladas, e os ventos em sons avisam-me que estais aqui, e mais,  buscarás-me, e eu estou na beira do rio, atendeste meu chamado, mas se ela aparecer por aqui, eu provavelmente agradecerei tua atenção, irei junto com ela, por um segundo estarei a andar pelas florestas que de vastas têm árvores que são a forma viva do teu passo, eu ainda te ouvirei e sei que estarás aqui quando precisar. Devo por esperar ela? Devo esperar por ela, refrigério? Tuas mãos correrão suaves sobre minhas vestes, e sentirei um peso sair do meu corpo, e a correnteza disputará contigo enquanto lavas-me, depois tuas mãos finas não seguraram mais meu corpo e serei, em velocidade de águas fortes, carregado para o lá.

 Ou me abraçarás no escuro, beija-me seguro, nos lábios que não conhecem, dos bens que desejo, nos dias que paro minha vidacapitalistamente corrida e planejada, abraça-me com força da juventude que passa sem percebemos, junta-me para perto do teu corpo quente de sangue vivo e firme, aqui, numa noite que seja, abraça-me, beija-me, não peço que me ames, de amor o tempo sabe mais que nossas cabeças voantes, não é nada mais que seja o momento do tocar-se em vontades, mesmo sobre a ameaça do tédio.