A representabilidade daquele caso ultrapassava as expectativas dos ingênuos; casualmente estava entre a decisão precedida de uma perturbada dúvida.A importância ultrapassava até para os mais aplicados, seja pela acasualidade, seja pela impossibilidade.Os fatos eram propostos na ordem linear, quase natural, mas horas apresentavam um elevação não esperada.A expressividade de ser, tão instável; as formas de se entrelaçar, tão novas; e todas as forças - que juntas -, tão inesperadas.
A vida nesse caso estava sempre foi - para os despreparados absurda, para os aplicados observadores surpreendente. Às vezes estava tão condizente, tão lógica que enganava a imaginação. Se importar como o óbvio é pressuposto de entender o surto não planejado. Um livro seria escrito se nos detivéssemos nisso.
A melancolia cerca as almas esperançosas, mas não preparadas; acolhe os carrascos de si mesmos; acompanha a quem se cala. A fuga desse sentimento é a negação dos requisitos acima. A possibilidade do sumiço sem uma força necessária é mediana, uns se entregam ao tempo outros se acostumam como o estado.
Enquanto caminhava de volta a casa ela se imaginava perdida e quase acabada. Muitas vezes pensou a si mesma dominadora do tempo, poucas vezes agiu para o almejado. A quebra dessa monotonia seria o fim?
Os sentimentos desencadeados a partir de todo o choque não a mantinha em equilíbrio. Como aquela construção mal alicerçada estava tão entregue. O desiquilíbrio se alojou naquele coração como aceitação do natural; natural para ela era o mais desgraçado. O equilíbrio idealizado não mantido e a constancia da não habitualidade quebraram as bases ilusionárias, afinal não só de pensamentos se faz um mundo realmente atraente porém colorido.
Talvez alguém no mundo a interpretasse, talvez alguém colheria suas lágrimas a as faria de regração às flores de um jardim de uma vida tentante.Talvez as forças a empurrassem para o alvo. Ironia do antes disposto!
Basta uma caminhada para a assimilação das vozes destruidoras da sanidade e da felicidade tão buscada. Basta à impassibilidade para isso.
E veio a chuva. Os pingos infectavam-na com melancolia. O estado: a clara amostra do interior. Quantas vezes a exteriorização do invisível passou despercebido aos olhos dos egoístas.
A atmosfera era propensa: o nublado do céu, as ruas vazias, os ruídos dos pingos de chuva. E Nara seguia da mesma forma. Um vazio era o que sentia depois de caminhar sozinha pelas ruas molhadas; significava-a solitária, sem alguém para compartilhar desgraças, sem alguém para contar alegrias; era como se fosse uma peça do quebra cabeça indiferente; era quase inútil, nem fazia falta.
Pensou em suas vítimas, tentou entender o que era o mundo delas; um nada perto do dela. Tudo o que pensava, o resultado real parecia tremendamente incoerente. A satisfação que sentia ás vezes; uma falta de algo. Não conseguia explicar o que acontecia dentro dela, não conseguia assimilar a realidade de modo racional. Tudo o que fazia era espontâneo demais.
Chegou a casa foi ao quarto, viu malas prontas, a casa arrumada; o quarto, porém, perfeitamente bem arrumado. Entrou no quarto e ficou por lá.
Logo abaixo estava sua mãe. Em seu rosto via se linhas de expressão estressadas, seu estado de mau humor enchia a cozinha onde se encontrava; não fazia nada. O fato era que a mãe de Nara era uma mulher sonhadora: sonhava com uma bela casa - possuía; sonhava com uma perfeita família, família sem erros, sem mácula alguma; sonhava com uma filha exemplar; sonhava. Infelizmente para ela, os sonhos não passavam de sonhos,esperava que o marido resolvesse o seu mundo colorido de idealizações. Na época de Nara o que significa uma mulher que idealizava e esperava dos outros a realização desse sonho? Amargura e estresse.
* * *
Um diálogo entre policiais:
- Viu o caso do garoto?
- Vi sim, por quê?
- Acho que a acusada não matou ele por legitima defesa, uma dúvida ficou no ar...
* * *
Nara desceu e foi à cozinha e encontrou a mãe no estado descrito.
- O quê que tem? perguntou Nara rispidamente.
- Ainda pergunta o quê que tenho? falou a mãe com arrogância desmedida.
- Qual é a tua mãe? Nara insistia, sabia que irritava a mãe.
- A minha? Nada dá certo. Tudo o que eu fiz; nada dá certo. Tudo é uma droga.
- Mãe não idealiza.
- Cala a boca, tu nem sabe o que é a vida pra ta falando desse jeito. Viveu quase nada.
- A experiência fala, e olha só o que ela recebeu, disse Nara - um súbito de ódio adentrou seu coração.
- Quer saber mais do que eu, é isso?
- Não Mãe, só vê se cresce um pouco, uma pontada de insegurança adentrou.
- Já cresceu o bastante foi?
- Deixa de ser idiota, disse a filha –Nara sentiu a insegurança seguida de insatisfação.
- Fala o que é ser idiota, desafiou a mãe - Nara sentiu insegurança novamente.
- É esperar que as coisas caiam nas tuas mãos, feitas por um cara perfeito que ai encher teus dias de muito amor e sexo..., Nara começava a se irritar profundamente.
- Hum!, ria a mãe.
- ... é acreditar que uma família é feita de pais e filhos somente e não de diálogos..., nesse momento a mãe de Nara fez uma cara " ah, é?"; ... é ter uma filha e nem ao menos perguntar como ela tá, se ela se fudeu, se ela fudeu, se ela é amada por alguém, como ela se senti bem na porra desse mundo, a mãe de Nara atentava com espanto.
- É pensar que as coisas acontecem por acontecer e que não fazemos nada pra conseguir - a irritação de Nara tornou-se excessiva e incontrolável.
- E você é igualzinha, disse a mãe de Nara triunfável enquanto ela e Nara viraram uma de costas pra outra, Nara saiu andando, a mãe ficou na cozinha, porém Nara interrompeu a saída virou pra mãe e disse:
- Mãe? A mãe virou; fuck off, um barulho de tiro foi ouvido por um policial do lado de fora da casa bem no momento em que esse ia apertar a campainha.
- Ainda pergunta o quê que tenho? falou a mãe com arrogância desmedida.
- Qual é a tua mãe? Nara insistia, sabia que irritava a mãe.
- A minha? Nada dá certo. Tudo o que eu fiz; nada dá certo. Tudo é uma droga.
- Mãe não idealiza.
- Cala a boca, tu nem sabe o que é a vida pra ta falando desse jeito. Viveu quase nada.
- A experiência fala, e olha só o que ela recebeu, disse Nara - um súbito de ódio adentrou seu coração.
- Quer saber mais do que eu, é isso?
- Não Mãe, só vê se cresce um pouco, uma pontada de insegurança adentrou.
- Já cresceu o bastante foi?
- Deixa de ser idiota, disse a filha –Nara sentiu a insegurança seguida de insatisfação.
- Fala o que é ser idiota, desafiou a mãe - Nara sentiu insegurança novamente.
- É esperar que as coisas caiam nas tuas mãos, feitas por um cara perfeito que ai encher teus dias de muito amor e sexo..., Nara começava a se irritar profundamente.
- Hum!, ria a mãe.
- ... é acreditar que uma família é feita de pais e filhos somente e não de diálogos..., nesse momento a mãe de Nara fez uma cara " ah, é?"; ... é ter uma filha e nem ao menos perguntar como ela tá, se ela se fudeu, se ela fudeu, se ela é amada por alguém, como ela se senti bem na porra desse mundo, a mãe de Nara atentava com espanto.
- É pensar que as coisas acontecem por acontecer e que não fazemos nada pra conseguir - a irritação de Nara tornou-se excessiva e incontrolável.
- E você é igualzinha, disse a mãe de Nara triunfável enquanto ela e Nara viraram uma de costas pra outra, Nara saiu andando, a mãe ficou na cozinha, porém Nara interrompeu a saída virou pra mãe e disse:
- Mãe? A mãe virou; fuck off, um barulho de tiro foi ouvido por um policial do lado de fora da casa bem no momento em que esse ia apertar a campainha.
Nara foi rápida pegou as malas que tinha deixado uma sala a frente da cozinha, e saiu pela porta dos fundos que era um cômodo após a cozinha. O policial arrombou a porta da frente na terceira tentativa. Nara rodeava a casa pelo lado de fora; o policial vasculhava a casa, começou por cima, não encontrou nada, continuou embaixo e encontrou uma senhora alvejada em cima de uma, ainda pequena, poça de sangue a poucos segundos da morte. O detetive chegou perto dela para verificar se ainda estava viva é só ouviu da senhora:
- Cadê o meu marido?
Nara já estava relativamente longe de sua casa. Caminhava. Ela pensou na sua primeira vítima de assassinato, feita há pouco tempo, e no novo mundo proposto cheio de boas novas; já desenhado pelo destino.
FIM.
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