Tentando ficar parado e simplesmente calar as vozes cobradoras de minha mente
que deseja agradar a todos que amo,
agradar aos outros para então ser agradado –
aceitando-os do jeito que são e desconsiderando o que sinto pra fazer eles se sentirem bem.
E num problema,
já que a humanidade em si é cheia de incoerências e controvérsias –
e todos sendo um bolo de idéias plantadas durante a vida –
idéias as quais me custa a vida,
idéias as quais custa a vida de quem acredita nelas,
por vezes alguns nem se questionam porque vivem o que vivem,
porque acreditam no que acreditam,
porque agem da forma que agem –
E o automático ativado sobre uma estrada que é curva e cheia do novo.
Eu tento por consciência me colocar em retaguarda,
o que me mostra a cada dia mais vazios os quais minha alma se apóia
e toda utopia que criada
e assim encarar o desafio que é conviver com um ser que nada mais é do que questionamentos sobre ações,
do jeito estranho que soem,
do jeito maluco que sejam,
minha humanidade se cansa de tanta cobrança de mim mesmo,
de toda influência de meus pais em mim mesmo,
de tudo que sonho e de tudo que deixo,
de um jeito em que por ora um quarto silencioso e vazio, escuro e úmido
me basta o olhar o teto negro e não ver nada.
Costumava rotular coisas pela dificuldade que trazem
e me alegrava de pular um estágio em senso-comum difícil –
hoje nada mais do que o viver por querer fazer o que gosto e os conflitos em mim mesmo,
de mim mesmo em fazer o que gosto,
das cobranças que tomo,
das feridas que carrego,
do vazio que vivo
do vazio que levo.