quinta-feira, 23 de julho de 2009

[ONE]

Ele andava na rua muito incerto, como se a noite escura tirasse-lhe sono, e de sobriedade negativa o tomasse como plano de um ladrão que rouba à mulher na outra esquina que grita enquanto lhe é tirada documentos, e então corre em direção em que nada se conhece a casa está longe, assim como seus pensamentos lógicos, grita para ninguém, é socorrida pela umidade somente, atravessa quarteirões em choro, é jovem, tomada por um medo que há segue desde de o momento, sozinha e desprezada pela vida, pensou ela, correndo sobre o nada, para o nada encontrar nada mais que suas lágrimas sentidas e corridas sobre o rosto, retira os sapatos para poder fazer melhor, nunca antes vira uma arma tão perto, tão bem alinhada a sua cintura, pressionada com força, como se a bala fosse atraída, como um ferro à imã, pelo seu medo, correu, atravessou a rua, e de longe o viu, andava calmamente como se nada ouvisse, ou preocupação alheia tivesse, e ao se aproximar gritava por ajuda, até que o alcançou e como olhos machados, lágrimas com tons pretos que escorriam sobre o rosto, olhou para o rapaz, parecia o grande o bastante para ajudá-la, pensou, mas ainda com choro continuo, aliviada de que poderia ter ajuda - nada mais fez o rapaz do que olhar para ela como olhos vazios, desentendidos de realidade, perdidos em introspecção, e então se afastou como se tivesse visto no lugar dos vazios olhos arrancados restando buracos e sangue escorrendo, recém arrancadas portas, deixando escancarada a alma maldita da existência do rapaz, encheu-se de horror e continuou a gritar por socorro, louca, por uma rua onde nada mais havia além do que ela e seu demônio, que agora a perseguiria pelo resto da vida, dentro dela rindo como se engordando da desgraça.

Chegou em casa Láscio, e no meio de feixes de luz que entravam pela janela, luz laranja do porte que pouco iluminava a sala, tirou os sapatos, sujos apedrou-os para qualquer lugar que ninguém veria, despiu-se enquanto ia alcançado o quarto, roupas jogadas pelo chão escuro úmido, enquanto o ventos sussurravam pelas lajotas, e por ora envolviam o cheiro do dia da roupa do rapaz, foi-se ele sentar na cama fria, poderia ter sentido na pele das nádegas o quão fria era a cama, não pode, tentou deitar-se nu, como abandonado a nada, não conseguiu, tentou derramar lágrima, sobre um escuro que o abraçava, nada pode, senão levantar e ao chuveiro se dirigir, nu, sem pensamento, sem emoção, jogado numa sorte que ora o universo reconheceria, há de reconhecer, um dia pensou.

Pois gotas sucessivas caiam sob ordem rotacionada, caiam para escorrer num corpo só, num corpo quente amargo, só poderiam escorrer por fora, lavá-lo não, nada de refrigério traria nem gota sequer, nem detergente qualquer, mas pode sob uma áurea triste de um vento que bateu fraco na janela semiaberta do banheiro poder lembrar que estava vivo, gostaria de poder simplificar tudo num somente pensamento, e trazer a tona uma solução eficaz, estava solto, estava morto, porque tivera visto o pai na infância viver vida que sociedade dizia errada, mas que todos desejava com toda força que ansiedade pudesse trazer, viveu o pai dele como se fosse o cara do seu tempo, depois de casado ainda não satisfeito saia atrás de saias, e de preferência aquelas que por baixo não houvesse mais pano sequer que não fosse uma genitália descoberta, vivendo o sonho do adultério, porque meus filhos são pequenos de nada entendem e de nada entenderão se souberem de algo, minha esposa que de burra tem a coragem de me deixar até uma hora dessa na rua, há de engolir, enquanto posso vivo, daqui a pouco esculacho levarei dela, e que minha consciência pese somente ali, porque casei em comprometimento mas sou humano, vivo em carne, e quando tudo isso vier a tona nem mais na terra existirei, tudo como um vulto que passou, em tempo que é injusto em vida que é curta demais pra viver prazer, que eu viva em prazer enquanto posso penetrá-la e fazer do meu corpo minha felicidade que é perdida em tentar achar tanta insatisfação, posso eu aqui ,enquanto vivo, e com rastros deixou , como se o mundo dele fosse e pudesse controlar toda a porcaria que surgiria no mais tarde quando por marcas de batom e doenças tivesse cheia sua esposa que em casa agradecia por tudo o que o casamento acontecia, nada era perfeito pensava ela, mas essa é a vida, e quando descobriu o que nos exames mostrou e na frieza que constantemente crescia já era tarde de ver tudo, mas em submissão permaneceu ali mesmo, em choro, pra onde mais fugiria se família tinha abandonado pra viver o que sempre sonhou e ter, agora estava criando uma, formando uma família, não fugiria dali, mas por agora, pela humanidade que exercia poderia chorar pelos cantos e se lamentar o quanto pudesse, ali, enquanto cozinhava para os filhos e nos banhos que dava neles, saia lágrima que escorria calmamente em rosto que envelhecia de amargura, porque tudo o que sempre acreditou era nada mais que uma armadilha funcionante na época de sua vó, agora já, os tempos tem sido maus com todos e com ela acertava-a, mas agora filhos, fugir como uma adolescente não poderia, com sempre o fez, mudar de cidade, de lugar pra renovar rejuvenescer as idéias, reinventar, não poderia abandonar os filhos, isso não, pensou ela, e continuava em pensamento quando já lágrimas não poderiam mais escorrer pelo rosto, pela décima vez o marido a traia e descaradamente vivia junto para manter toda imagem porque domingo era culto, então em duas horas sentado poderia acreditar que no mundo poderia ser construído saudavelmente e assim desprezar toda a merda de dentro de si que sempre teve, com aquele sentimento de que nunca seria o bastante, como se fosse o único ser humano a passar por tal, ali, poderia deixar escorrer tudo momentaneamente enquanto pudesse desprezar esse peso que são as emoções opressoras da alma, deixava, ali por duas horas e depois cumprimentava os irmão , dizia que tudo ia bem, apesar de ainda estarem se estruturando de depois da década de 80 que tinha sido difícil pra todos é verdade, com riso no rosto, mas era só descer pé da igreja e tudo desaparecia, corria fora quando pudesse, sem que ninguém visse procurava um novo caso, algo novo pra ajudar a fazer da merda de vida que vivia algo mais dinâmico, assim enquanto pudesse como já tinham dito, até que a culpa o consumisse e procurasse quem sabe um trabalho em que pudesse viver dias longe da família, já tinham-se esgotados justificativas da cabeça toda vez que via sua pequena filha o chamando de papai quando na verdade nada o fosse senão um dispersador de espermas e que por ora encontravam um óvulo de alguém que poderia significar algo para ele, não era nada do que tinha pensado anteriormente mas foi o que pode viver, e o rapaz que por essas épocas era uma pequena criança observadora só olhava, tentava entender ou montar um sistema, toda vez que via sua mãe junto ao seu pai, seu pai a traindo, ela sofrendo, eles juntos, tudo tão unido, mas era um tal ser que não gostava de ver ninguém sofrendo, nasceu com, como se gene comandasse, não gostava de ver, tentava entender quando estendia, a mãozinha no rosto na mãe momentos depois que escorria uma lágrima, enquanto chorava alto enquanto ouvia discussão a gritos do outro lado da casa, sentia empatia pela mãe que sempre expressou sem medo toda amargura presa, em lágrimas e em empatia se enchia para poder, mais tarde, provavelmente na adolescência, destilar ódio à figura paterna, e à manifestação masculina de um ser e em ódio desejar ser algo melhor que respeite os seres humanos como são.

Agora a vida era outra já, os tempos eram outros e chuveiro ainda escorria sobre as costas do rapaz responsável, enquanto pudesse e tudo não desabasse, ajoelhava sobre o chão gelado, agora já podia sentir, até que câimbra o avisou de que estava vivo, cheio de incerteza, ali jogado, sem paz que fosse na cabeça, sem sussurro na consciência que o pudesse dizer 'descansa', mas já seco estava na cozinha e enquanto procurava por algo, e vinho tinha achado e bebido sobe goles rápidos e decididos até que o porre o confundisse com um sono, e depois de ter se arrastado até a cama, poder então descansar dos dias difíceis, e numa cama que agora não importava se estava fria ou quente, deitar e riso para o teto do quarto e então fazer uma oração pra si mesmo para que sonho bom a mente trabalhasse nessa noite, e de bons sonhos pudesse dormir numa cama, pudesse então descansar, por que haveria outro dia em que tinha que viver, a amanhã talvez... Foi o último pensamento.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Call me

Porque num pub nos encontramos e com poucas palavras nos beijamos, esquecendo sons, esquecendo até de nós mesmos, era como se de únicos fossemos feitos num momento inorportuno, beijo-te com dor de te perder, cedi com medo gostar, fui até aonde poderia, olho teus olhos como se fossem o azul mais real e a cor mais verdadeira que meu cérebro pôde interpretar, assim mesmo, sob direção de álcool, sobre despretentensão, olho teus olhos, isso me bastava se não fosse tua boca aproximando da minha, em intenção que já sabíamos, mas que duvidávamos por benéfício da surpreza pensada, teus lábios são rosas, tua pele quente como na noite que de dia nublado fez um frio confortável, foi teu abraço talvez que me fez perceber, ou teu pulso, o sentia pelo teu pescoço, como jovens que se amassam enquanto podem, como se o dia fugisse sem que percebessem, estávamos lá, Vamos pra casa, um disse , e fomos sem palavras, totalmente sem palavras, não sabíamos o que era casa, o que era estar em casa, éramos dois pelo menos, em algum momento nus descobriríamos, nus mesmo, com nada, num escuro em que somente mãos , umas sobre as outras, podiam dizer ou traduzir o que poderíamos sentir, e como se o ar estivesse úmido e leve, nossos pulmões sentiam a transação de cada movimentos de vento do quarto fechado, ali, sós; se o amanhã nos preocupasse, nada teria acontecdio, nada mais que um beijo, e de preocupações nos encheríamos em retrocessos, talvez estivessemos longe, e eu nos meus gelados lenções, longes, distantes em pensamentos que só a vida já faz-nos levar, como se loucos, como se sóbrios, e destraio-me como se evitasse o que de desejado pode ter a situação não planejada, vou-me enquanto posso e ali poderia, e pude, como se fosse-nos tirado vida, respirava como se minha alma fosse dada a ti me perdia, até que alcançassemos juntos, ou um adiantado do outro -não importa- o fim de pele sobre pele, de vindas e voltas,- acordo com ressaca, a manhã parece mais estranha do que de costume, me sinto mais estranho do que de costume, talvez melhor, já que viver um pouco mais incomoda e causa estranheza, a manhã ainda está nublada, dá pra ver pela janela, mas com um sol morno de início de dia, e como posso me visto, te dou um beijo na testa, não esqueço, olho-te de em rapidez , respiro, vou deixando caido meu número, espero que me retornes.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Resentir, voltar

Tudo era novo, era novo, a primeira paixão de um coração que inseguro acha alma desvirtuada num corpo achado ai, no mundo, que em crédito foi lutado, foi cedido, e enquanto sobravam os sentimentos, os pensamentos eram desvarios que voavam num céu que ninguém queria ver,se sentir é o que se fez vivo sentir que esqueçamos então, por um istante, que razão existe por tras de um pequena paixão, aquela bem imatura, sem fundo, sem chão, e que foi, e que um dia será, quem sabe em volta em ciclo que traga, em linha grega, o que por volta foi , num desses dias em que trabalho tiver de folga, nada mais importará por um simples sentir na humanidade que nos roubada é aos poucos, que seja por ali, por alguém que a retribua e que comprienda, e que seja vivo o basteante para sentir por completo o que seja, num desses dias em a tarde estiver úmida e calor longe passar, numa tarde dessas, numa vida dessas.