sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

E que a salvação venha...

I thought that I could be save with it. Seeing you back, with your words again, you know? Eu me encanto por ares que respirados não foram por meus pulmões encarnecidos, eu simplesmente paro um dia e me declaro sem força para ver se canalizo tudo o que chamam de vontade para ficar cercado em ti, um centro onde posso colocar energia, um momento de sonho todo enredado nos dias em que informação corrida toma conta dos contatos recorrentes, e talvez isso me falte, os contatos recorrentes perdidos no amanhã incerto das vontades guiadas pelas substâncias, as quais creditamos sensações, as quais creditamos verdadeiras. Eu queria fazer de ti um pedaço de mim, numa singelidez, daqueles em que os sorrisos prendem-se nos rostos por nostalgias das lembranças que foram o tempo corrido. Safe.

Salvação recorre-me em líquidos que são confundidos com meu sangue que de quente é frio, eu corro perigo algum? Eu corro esse perigo?  O que é o desejar, hein? De uma forma procuro uma salvação que é achada em mim, e fazer do meu destino escolha certa que resultará em bem, assim podendo chegar ao objetivo supremo - the happyness.

Salvação que coloquei te encaixado como numa estante de livros, todos tão essencias organizados para conhecimento do viver, conhecimento utilizável, e vou criando uma dependência dessa vivencia organizada em estantes livradas, fichadas, resumidas, resenhadas, dissertada, narradas, descritas. Ali, que agora me mexo em objetivo de por o livro no lugar, é este, mexo-me esperançoso, com graça de colocá-lo junto, eu gosto muito do livro, eu tento lê-lo, suas páginas são escassas, mas vou juntando-as, o vento tenta desordená-las, mas vou organizando, eu vou ajeitando e fazendo dessa acasualidade um livro, porque interpreto dessa forma, olho emocionado, gostaria muito de ter no meio dos meus amados livros, deles fiz a mim, e continuo a pesquisar, és um que gostaria, minha estante será diferente após, quero rir lendo, quero descobrir, perscrutar, saber, valer, um livro. Minha salvação vem disso, das substâncias que encontro, do que faço com os ares a serem respirados, dos contatos que procuro, do que faço com esses livros - como os quero, como os amo.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

"(...)Parte(...)"

"(...)Minha felicidade tem sido construída nessa pequenez que é admirar o mínimo, e, por não falar, grandeza, mas de vez em quando me pego olhando na janela com riso farto na cara, bem farto e sincero. E ora falo comigo em segredo sonso das alegrias, fico sorrindo, tenho sorrido muito.

Eu sinto-me privilegiado por ser vivente aqui, por viver num espaço que humanos comunicam, interagem. É um júbilo singelo. Gostaria de te dar o que é essa indefinição escrita. Eu me alegro contigo – com sinceridade que no início desconfiava por medo. Daqui a pouco não me comunicarei com tanta freqüência, talvez fechado por recluso da realidade. Mas que deixe aqui o júbilo que é estar falando a ti, estar sendo ouvido.

Todas as tuas palavras foram como meu refrigério – todas, até aquelas cobradas da educação, recorrente. Eu amo as palavras, por saber que há intenções nelas, eu as amo com coração humano sem medo de ser ferido. O simples " (...) ” cutucou-me em curiosidade de conhecer  tua personalidade.

De sinceridade fiz o que tenho feito. E deixo o medo de fora, deixo como medida profilática da desgraça. Singelidez que eu tomei nesta situação, calmaria que é admirar a tarde depois disso. Admiro. Admiro a ti. Vives tua vida nas tuas idéias próprias de ser. Isso me acalmou, isso me reclusou  a ti.

Eu pensava que pelo vestibular esqueceria de tudo. Mas o resultado me alegrou menos que teu parabéns. Coloriu minha cinza vitória. Coloriu com cores quentes as quis marcam os intervalos de chuva do verão daqui. Eu gosto no nublado farto e as eventuais cores quentes.

Desculpa culpar-te pela minha felicidade sincera, eu estou sorrindo em nostalgia enquanto corro as letras sobre este papel. Faço questão de escrever e só escrevo quando sei que descobertas farei sobre o mundo e vida. Penso tempos, gosto de fazer trabalhos de sensações estilizadas e reais.

Eu espero que pedaços venham dessa maluca idéia que é comunicação e a aprendizagem, e esta seja robusta em lições inesquecivelmente fortes. Desejo-te felicidade e alegria sempre, como quem deseja estar perto das pessoas que ama, da pessoa que ama."

sábado, 10 de janeiro de 2009

Somos o que queremos ser, temos o que queremos ter

Somos o que queremos ser porque o tudo é nada, e este só é algo quando interpretado de acordo com objetivos específicos nossos. O ter é conseqüência do ser.  O processo de criação é longo e necessário. Saber o que querer é uma das mais importantes noções de consciência que se deve ter, pois sabendo exatamente o que se quer pode, a partir dessa perspectiva, organizar o tudo de acordo com o necessário discorrer em relação ao ser e depois ter.

A borboleta é o que é porque soube aproveitar os recursos necessários para chegar em lagarta e depois de fazer seu casulo se esforçar em metamorfosear e sair do casulo como borboleta. Ela soube fazer do simples fato de estar em concordância com suas necessidades e fazer delas verdadeira em seus objetivos. É um processo natural que a natureza coloca-se. Às vezes não se sabe o que se quer, a cultura modela a pessoa que sem consciência nesse deixar ir, e, sem saber, vive algo aleatório que acaba em nada. As ações revelam o querer.

O processo de criação é algo maravilhoso que cerca a cada instante, a todo o momento é criado mais e mais, e muitas vezes, como dito anteriormente sem consciência, chame a consciência. Fazer deste algo que se quer é o verdadeiro ponto. Saber ver o tudo com descrição e atenção é mais uma forma de tornar real cada vez mais o que se quer, e ir transformando o nada de tudo em algo -  fazendo dos elementos criação necessários, o tudo está aí, o tudo sempre esteve e sempre estará em concordância com o que se quer.

Ao ser, a criação passa a ser como um rio que correr por força própria distendida sobre o leito, numa normalidade própria do realizar e fazer. O ter é uma conseqüência filha específica de ser. O parecer é uma imagem criada, como num espelho, o ser é estar na frente do espelho e o ter é a capacidade de poder distinguir o ser do parecer, a prova viva do possuir. But the real point is: What do we want to be?

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

E que tenha decisão...

 Eu não quero falar sobre, eu quero fechar-me sobre um casulo que me desenvolvo enquanto me preparo para o que mais tarde virá, e num silêncio - deixar-me sentir o refrigério -, que reproduzo, e ela também o faz agora, fechar-me, sem palavras, sem discurso, eu quero me calar enquanto o ano não acaba, e ver se fico por ai, com uns demais. Eu tentei em ti, eu procurei-te, achei-te, e agora me questiono - teu silêncio me intriga, me aflige o coração como uma ofensa em que me ponho no chão humilhado, esperando para me levantar; se estais, se estais -  o que importa - gosto, amo ,as felicidades alheias, só fico ainda num silêncio, eu quero calar todo pensamento sobre ti, toda lembrança, rarefeita que pouco interagi, quero livrar-me rapidamente, como quem se fere ao cair e rasga o joelho em sangue, eu tiro o curativo previamente, para sarar mais rápido. Caí? Fui de cara no chão e me feri? Com sangue melei-me?

 Um refrigério tenta passar sobre mim, e lavar minhas agonias, umrefrigério tardio dos dias quentes, que acalmam as inquietações do amanhã, ele está aqui, em iminência, é daqueles que deixamos fluir como em solução, que leva o que queríamos longe a tempos, está aqui, enquanto falo, está quando estou pronto a dormir, um refrigérioeminente, um refrigério eminente - queria quebrar esse estado estático, em dinamismos completar a função básica da ação que em ciclo se repetem enquanto vivo - há duas opções, - ou o refrigério me atinge e com força , em vento que arrasta mancha -  levarás para longe  ansiedade do esperar, e escorrer como as águas dos rios que correm nos dias de chuva, numa corrente avivada, que de barulho bate nos ouvidos atentos, e de cristalina basta ao reflexo da luz, o cheiro exala forte por dentro, um início que tudo se põe, a seca foi, o rio aumentou, o volume, estará a pouco no mar percorrendo diferentes águas, aquelas que de surpresas terão mais e mais, os diversos seres, e dali encontrará tanto que se das águas passadas dependesse, nem estaria ali, uma lembrança das margens estreitas, agora há o mar.

 Ou empurro o refrigério, deixo que volte a seu lugar de origem, e encontro a satisfação do realizar, mesmo sobre a ameaça do tédio, que indisponível se põe no começo, mas arrisco com coragem de fazer-te parte minha enquanto vivo, e o viver infere a idéia de tentar, tentar abandonar o refrigério por uma experiência pequena , ou outra de dimensão escolhida tua, com tua boca teu cheiro e pele. Faço-o porque acredito em ti, as iminências são minhas amigas protetoras, eu chamo-as em choro enquanto a noite não chega, e em papéis, os quais me ouvem, aparam as lágrimas enquanto amigas minhas não chegam, num tempo marcado pelos enquantos do esperar a conseqüência, tentado da causa, eu ponho-me desse jeito. Oh refrigério que atinges a melancolia que se alastra sobre meu ser, o qual se põe sobre os risco, eu quero,refrigério, que sejas a minha cura dos amores que crio, eu quero que leves as lembranças, estão aqui nessa caixinha guardada, todos os pertences, e os adjetivos, e as idéias que empreguei, guardado está para ti, se lavas que me lave meu ser dentro de um riacho que corre rápido e em vestes brancas que balançam sobre a correnteza interior seja levada agora, seja tirada, refrigério.

 Mas refrigério, eu em cara de pena e dor olho-te, vale a pena deixar ir, o  refrigério? Vale a pena deixar-me lavar, eu estou de pés molhados, pronto para entrar, vale a pena deixar que os cheiros esvaiam-se? Deveria continuar lutando ou deixar-me flutuando ser parte da água? E as lágrimas escorrem do meu rosto, e aproximas-te em brisa calma, e sopro sinto sobre meu rosto, digo estais aqui, vives apor aqui, o dias está claro, as águas correm geladas, e os ventos em sons avisam-me que estais aqui, e mais,  buscarás-me, e eu estou na beira do rio, atendeste meu chamado, mas se ela aparecer por aqui, eu provavelmente agradecerei tua atenção, irei junto com ela, por um segundo estarei a andar pelas florestas que de vastas têm árvores que são a forma viva do teu passo, eu ainda te ouvirei e sei que estarás aqui quando precisar. Devo por esperar ela? Devo esperar por ela, refrigério? Tuas mãos correrão suaves sobre minhas vestes, e sentirei um peso sair do meu corpo, e a correnteza disputará contigo enquanto lavas-me, depois tuas mãos finas não seguraram mais meu corpo e serei, em velocidade de águas fortes, carregado para o lá.

 Ou me abraçarás no escuro, beija-me seguro, nos lábios que não conhecem, dos bens que desejo, nos dias que paro minha vidacapitalistamente corrida e planejada, abraça-me com força da juventude que passa sem percebemos, junta-me para perto do teu corpo quente de sangue vivo e firme, aqui, numa noite que seja, abraça-me, beija-me, não peço que me ames, de amor o tempo sabe mais que nossas cabeças voantes, não é nada mais que seja o momento do tocar-se em vontades, mesmo sobre a ameaça do tédio.