segunda-feira, 20 de julho de 2009
Call me
Porque num pub nos encontramos e com poucas palavras nos beijamos, esquecendo sons, esquecendo até de nós mesmos, era como se de únicos fossemos feitos num momento inorportuno, beijo-te com dor de te perder, cedi com medo gostar, fui até aonde poderia, olho teus olhos como se fossem o azul mais real e a cor mais verdadeira que meu cérebro pôde interpretar, assim mesmo, sob direção de álcool, sobre despretentensão, olho teus olhos, isso me bastava se não fosse tua boca aproximando da minha, em intenção que já sabíamos, mas que duvidávamos por benéfício da surpreza pensada, teus lábios são rosas, tua pele quente como na noite que de dia nublado fez um frio confortável, foi teu abraço talvez que me fez perceber, ou teu pulso, o sentia pelo teu pescoço, como jovens que se amassam enquanto podem, como se o dia fugisse sem que percebessem, estávamos lá, Vamos pra casa, um disse , e fomos sem palavras, totalmente sem palavras, não sabíamos o que era casa, o que era estar em casa, éramos dois pelo menos, em algum momento nus descobriríamos, nus mesmo, com nada, num escuro em que somente mãos , umas sobre as outras, podiam dizer ou traduzir o que poderíamos sentir, e como se o ar estivesse úmido e leve, nossos pulmões sentiam a transação de cada movimentos de vento do quarto fechado, ali, sós; se o amanhã nos preocupasse, nada teria acontecdio, nada mais que um beijo, e de preocupações nos encheríamos em retrocessos, talvez estivessemos longe, e eu nos meus gelados lenções, longes, distantes em pensamentos que só a vida já faz-nos levar, como se loucos, como se sóbrios, e destraio-me como se evitasse o que de desejado pode ter a situação não planejada, vou-me enquanto posso e ali poderia, e pude, como se fosse-nos tirado vida, respirava como se minha alma fosse dada a ti me perdia, até que alcançassemos juntos, ou um adiantado do outro -não importa- o fim de pele sobre pele, de vindas e voltas,- acordo com ressaca, a manhã parece mais estranha do que de costume, me sinto mais estranho do que de costume, talvez melhor, já que viver um pouco mais incomoda e causa estranheza, a manhã ainda está nublada, dá pra ver pela janela, mas com um sol morno de início de dia, e como posso me visto, te dou um beijo na testa, não esqueço, olho-te de em rapidez , respiro, vou deixando caido meu número, espero que me retornes.
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4 comentários:
muito bom.... ta na hora de escrever um romance hein? xD
uma noite que deveria ser somente uma noite qualquer,com aquela frieza de não-amor e não-entrega,apenas influenciada por puro desejo,se tranforma em uma linda e nostálgica noite,quando descrita pelas tuas palavras. ^^
ah! perfeito! uma coisa super encontro do eu com o outro, uma coisa sem palavras mas com uma explosão de sentimentos,.. ñ só sentimentos de amor, de troça de paixão, mas tbm de insegurança, do medo da perda... hiper humano, adorei :D
parfua parfua. muito bom mesmo
concordo com o daí de baixo
já dá pra fazer os contos eróticos do doctor david :)
eu super endosso.
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