O ser humano, com suas diversas formas de interagir com o meio, expressa o que senti pelo que vê , ouve e faz. A isso chamo de expressividade. Ela vem ditando a essência que um insubstituível ser humano tem. E como para toda dúvida é dito que há uma resposta, assim a expressividade é completada e assistida pela aceitação.
O quadro é o seguinte: seres humanos que se expressão e não são aceitos, procuram alguém que os aceitem, ou vivem solitariamente.
Encarar as duas ações – expressividade e a aceitação – de forma equilibrada, é montar um ambiente confortável, de paz. E se tratando de paz o mundo não é um exemplo: a criminalidade aumenta, suicídio também, famílias acabadas, indivíduos de auto-estima arrasada, solidão que se generaliza. O que se colhe de indivíduos não aceitos são mazelas que estes desenvolvem por se sentirem fora, não participantes.
Conviver com os que nos cercam aceitando-os, apesar de seus erros, é descobrir humano que contribuem para a nossa felicidade, e claro, os quais também são feitos felizes por nós. Não se trata de não alertar as pessoas quando essas estão errando, mas ajudá-las com todas as suas limitações.www.letras
Trata-se de rir junto com alguém que se sente triste e solitário; de abraçar quando não esse não se sentir aceitado; de discernir a dificuldade alheia e estar disposto a ajuda-los.
Trata-se de mim, trata-se de você. Um que expressa outro que aceita, um que aceita outro que expressa.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
sábado, 16 de fevereiro de 2008
A questão do preconceito
As pesquisas científicas demonstram: o preconceito é pai do medo. Tratar com pessoas de outras raças, com base no medo, é indiscutivelmente detestável. Medo de outra raça é irracional, e sentimentos não medidos como esses resultam no quadro histórico, social, geopolítico e humano atual.
Falar do preconceito é lembrar dos conflitos existentes durante a história da mundial, e até da desse país, que tem buscado políticas racistas para a educação brasileira. Os episódios são abundantes: a ridícula escravidão; o holocausto desenvolvido na segunda guerra; os conflitos antigos e atuais dos judeus e palestinos; o Apartheid na África do Sul; as formas de colonização. O que sobra dessa experiência são sentimentos negativos que ultrapassam gerações e montam um presente preconceituoso. Amargura, humilhação, rancor são sentimentos que brotam entre indivíduos inter-raciais, e devem ser combatidos.
O preconceito é propagado diariamente, é vivido constantemente, através de palavras, pequenas ações como rejeição. As relações que se baseiam nesse formato são insalubres, nojentas.
Atentar para o preconceito, o que é fato hoje em dia, já é saudável, pois apresenta o questionamento de tal negativa ação. Questionar, conscientizar é o primeiro passo para qualquer mudança.
Considerar que sentimentos negativos apresentados entre indivíduos inter-raciais devem ser questionados e contidos, já é um passo significativo na luta contra esse mal, e , a construção de sociedades baseadas na ética, no respeito, na cidadania e na solidariedade.
Falar do preconceito é lembrar dos conflitos existentes durante a história da mundial, e até da desse país, que tem buscado políticas racistas para a educação brasileira. Os episódios são abundantes: a ridícula escravidão; o holocausto desenvolvido na segunda guerra; os conflitos antigos e atuais dos judeus e palestinos; o Apartheid na África do Sul; as formas de colonização. O que sobra dessa experiência são sentimentos negativos que ultrapassam gerações e montam um presente preconceituoso. Amargura, humilhação, rancor são sentimentos que brotam entre indivíduos inter-raciais, e devem ser combatidos.
O preconceito é propagado diariamente, é vivido constantemente, através de palavras, pequenas ações como rejeição. As relações que se baseiam nesse formato são insalubres, nojentas.
Atentar para o preconceito, o que é fato hoje em dia, já é saudável, pois apresenta o questionamento de tal negativa ação. Questionar, conscientizar é o primeiro passo para qualquer mudança.
Considerar que sentimentos negativos apresentados entre indivíduos inter-raciais devem ser questionados e contidos, já é um passo significativo na luta contra esse mal, e , a construção de sociedades baseadas na ética, no respeito, na cidadania e na solidariedade.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Sentimentos São Substituíveis
A verdade é que quando se fala de sentimentos, para Marcos, eles não deveriam ser expostos. Por quê? "Porque sentimentos expressados são para pessoas fracas", dizia. E mais verdade ainda: ele não sentia falta do que a expressividade proporcionava.
Menino que fazia de tudo para se afirmar, fosse pela notória sobriedade ou pela sua inteligência. Os acontecimentos discorriam com facilidade para ele, tudo e todos pareciam estar a seu dispor. Tudo contribuía para a sua inexpressão.
"Tudo é substituível.", era a sua frase de vida. Não demorou em se manifestar. Amigos, conhecidos, contatos, todos começaram a se esquivar, até sua família não agüentava alguém que gloriava a substituidade de pessoas. É o pior de quem se acha auto-suficiente: esses colhem o fruto do desprezo e continuam cultivando, afinal tudo não é substituível?
Quando a reciprocidade mostra a cara, todo mundo põe corpo fora. Ninguém está tão interessado em receber o que faz, e para os orgulhosos da vida, esse é um momento raro. Marcos percebeu que a substituidade é recíproca, e enquanto pensava nos ideais desprezantes e acreditava neles, o menino manifestava a estúpida idéia, e, todos o tratavam como ele mesmo se considerava. Ele se tornou substituível, para a infelicidade dele e de outros.
"Executar a permutação de pessoas importantes na vida não é aproveitá-la, e se esquivar dos erros dos que alguns apresentam é não apreciar a essência dos próximos.", começou a pensar. Reconsiderou. E passou a sorrir, sentindo.
Menino que fazia de tudo para se afirmar, fosse pela notória sobriedade ou pela sua inteligência. Os acontecimentos discorriam com facilidade para ele, tudo e todos pareciam estar a seu dispor. Tudo contribuía para a sua inexpressão.
"Tudo é substituível.", era a sua frase de vida. Não demorou em se manifestar. Amigos, conhecidos, contatos, todos começaram a se esquivar, até sua família não agüentava alguém que gloriava a substituidade de pessoas. É o pior de quem se acha auto-suficiente: esses colhem o fruto do desprezo e continuam cultivando, afinal tudo não é substituível?
Quando a reciprocidade mostra a cara, todo mundo põe corpo fora. Ninguém está tão interessado em receber o que faz, e para os orgulhosos da vida, esse é um momento raro. Marcos percebeu que a substituidade é recíproca, e enquanto pensava nos ideais desprezantes e acreditava neles, o menino manifestava a estúpida idéia, e, todos o tratavam como ele mesmo se considerava. Ele se tornou substituível, para a infelicidade dele e de outros.
"Executar a permutação de pessoas importantes na vida não é aproveitá-la, e se esquivar dos erros dos que alguns apresentam é não apreciar a essência dos próximos.", começou a pensar. Reconsiderou. E passou a sorrir, sentindo.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
[Três]
Um fim, sempre um desejo. O desenrolar de uma vida parece complicada, todas as lutas, as vitórias, as perdas, tudo num enorme emaranhado formando a personalidade, as ações, as escolhas. E nela encontramos um simples ser humano que tenta se reerguer quando o dizem fracassado, que nega quando a afirmação é de humilhação. Qual a facilidade ou a dificuldade em enfrentar esse mundo adversivo? Desistências sucessivas. Uma aqui, outra ali, mas todas com a cobertura de covardia com um generoso recheio de medo. Sempre uma justificativa, uma proposição, uma nova escolha, uma fuga do caminho, sempre uma desculpa. É fácil considerar um novo caminho, achar uma fuga, arranjar uma hipocrisia - é só olhar ao redor está cheio de uns montes coitados que se esquivam.
Essas considerações são tão reais na vida desse Vini, que pra ele uma dessas fugas é o álcool. Qual é o problema de reviver um passado romântico? Bebida é fuga, e daí? Obedeça a receita: medo, fracasso, desistência, problemas, álcool; Junte no liquidificador, bata numa velocidade normal, sem esforço, e tome. Chamo a receita de “dê mil voltas e não resolva seu problema".
E então foi Vini para escola, um ciclo social dele, não aprendeu nada do que se passou na aula, e continuou assim até, enquanto comprava lanche na cantina, na hora do intervalo, desatento como ultimamente estava, esbarrou numa menina e derramou todo o refrigerante dela na blusa dele e dela. Houve discurções, a menina quase gritava no meio do intervalo e todo mundo olhava, alguns riam. Passou um tempo e essa menina chegou perto e tentou um diálogo.
- Mil desculpas, eu não... não...
- Fala logo!
- Ouo! Desculpa! Eu não deveria ter falado tão alto.
- E daí? Não é isso que pessoas normais fazem quando se sentem humilhadas?
- Não, não, não deveria ter falado daquele jeito, juro... É que... uns
- Não precisa justificar, aconteceu, normal, tá colocando muita farinha em pouco caldo.
- Hum, é?
- Sim, todo mundo tem problema e às vezes nos escondemos atrás de discurções pra extravasar.
- Exato! Eu e meus problemas.
- Sabe eu tenho os meus aqui e não saiu gritando por aí.
- Separação de pais.
- Como sabe?
- Não, eu falo de mim.
- Pois eu também, disse Vini.
E uma conversa que começou desenhada pela hostilidade, se desenvolveu com o passar do tempo gostosa. Ali discutiram, falaram de milhares de coisas e se foram.
Em casa, quando chegou, Viu o pai chorando, normal, pensou. E foi pro quarto e ficou imaginando, as diversas situações constrangedoras que viveu, depois as associou com muitas risadas, e então imaginou as situações engraçadas, e logo depois relembrou aquela da escola. Riu das piadas daquela menina - como era o nome dela?, pensou - e depois de se sentir um pouco mais cheio ,mas ainda com um parte vazia, desceu. Encontrou o pai ainda chorando só que mais alto ainda. Continuou andando por baixo e em cima da mesa encontrou o papel de divórcio. Seria o fim oficial da relação que resultou em milhares de bons e maus momentos, inclusive a chegada dele mesmo, que era considerada por ele como um mau momento.
Essas considerações são tão reais na vida desse Vini, que pra ele uma dessas fugas é o álcool. Qual é o problema de reviver um passado romântico? Bebida é fuga, e daí? Obedeça a receita: medo, fracasso, desistência, problemas, álcool; Junte no liquidificador, bata numa velocidade normal, sem esforço, e tome. Chamo a receita de “dê mil voltas e não resolva seu problema".
E então foi Vini para escola, um ciclo social dele, não aprendeu nada do que se passou na aula, e continuou assim até, enquanto comprava lanche na cantina, na hora do intervalo, desatento como ultimamente estava, esbarrou numa menina e derramou todo o refrigerante dela na blusa dele e dela. Houve discurções, a menina quase gritava no meio do intervalo e todo mundo olhava, alguns riam. Passou um tempo e essa menina chegou perto e tentou um diálogo.
- Mil desculpas, eu não... não...
- Fala logo!
- Ouo! Desculpa! Eu não deveria ter falado tão alto.
- E daí? Não é isso que pessoas normais fazem quando se sentem humilhadas?
- Não, não, não deveria ter falado daquele jeito, juro... É que... uns
- Não precisa justificar, aconteceu, normal, tá colocando muita farinha em pouco caldo.
- Hum, é?
- Sim, todo mundo tem problema e às vezes nos escondemos atrás de discurções pra extravasar.
- Exato! Eu e meus problemas.
- Sabe eu tenho os meus aqui e não saiu gritando por aí.
- Separação de pais.
- Como sabe?
- Não, eu falo de mim.
- Pois eu também, disse Vini.
E uma conversa que começou desenhada pela hostilidade, se desenvolveu com o passar do tempo gostosa. Ali discutiram, falaram de milhares de coisas e se foram.
Em casa, quando chegou, Viu o pai chorando, normal, pensou. E foi pro quarto e ficou imaginando, as diversas situações constrangedoras que viveu, depois as associou com muitas risadas, e então imaginou as situações engraçadas, e logo depois relembrou aquela da escola. Riu das piadas daquela menina - como era o nome dela?, pensou - e depois de se sentir um pouco mais cheio ,mas ainda com um parte vazia, desceu. Encontrou o pai ainda chorando só que mais alto ainda. Continuou andando por baixo e em cima da mesa encontrou o papel de divórcio. Seria o fim oficial da relação que resultou em milhares de bons e maus momentos, inclusive a chegada dele mesmo, que era considerada por ele como um mau momento.
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