sábado, 13 de dezembro de 2008

O medo de errar

O sucesso, como conquista que é conseguida com esforço necessário, particular de cada um, é um advento que enche-nos de alegria. Queremos tanto aquilo que desejamos, nos vemos outros em posse daquilo que sonhamos, chegamos a querer tanto que até sonhamos com o futuro. E, no decorrer de todo o processo, nos deparamos com o passado que parece não estar tão longe, e dos fracassos que dão a impressão de circundante presença. Estamos em um novo desafio, mas nos questionamos se novo este é. E, a partir daí, perdemos certezas, calamos as vitórias - ficamos com medo de errar.

O medo é uma sombra que persegue as ações iminentes, uma sombra escura que tenta confundir-nos do que realmente é a luz, a realidade que se apresenta serenamente. Algo que nos tira a razão desemocionada das coisas. Errar é algo humano e normal, com erros se aprende tanto, sabemos quais são nossas fraquezas e assim podemos mudá-las e fazer de nós mesmo seres maiores, mas superiores de que o de antes, o de ontem. Quando unimos essas duas componentes que nem ao menos tem semelhança ou natureza derivada, acabamos por fechar o que poderia ser a nossa vitória triunfante.

Mas o ano foi árduo, foram horas e horas destinadas a assimilação de conteúdos que são fáceis e facilmente cobrados - estamos diante da hora exata de fazer dos planos realidade viva da expectativa. Acreditamos. Sim. Nossos talentos e esforços, cada qual com seu, serão revelados num teste o qual nem ao menos mostra nosso total potencial. Estamos no momento crucial - naquele no qual questionamos quem somos, e o que conseguiremos ter.

Mas peço que o medo não seja o acompanhante nosso no dia da prova, que não deixemos que as incertezas sejam nossas verdades. Nossa mente cria tudo o que nos cerca, nossa mente certamente é a nossa maior auxiliadora, e é ela mesma que mostrará memória fora, que fará que cada detalhe necessário brote com fluente. Não podemos nos tolher e deixar que o medo de errar cerque-nos como se não tivéssemos escolha de colocar sentimentos negativos para longe.

Os dias continuam desafiosos, a vida continua um todo indefinível que nos predispomos diariamente. Viver é correr riscos, corremos o risco de amar e não sermos amados, de dar e não recebermos, de sorrir e não receber sorriso. Os desafios são nossos riscos, que fazem com que nos sintamos vivos, pulsantes para nossos objetivos. O sucesso é um prêmio que buscamos tão arduamente, riscos. É por isso que não é hora para deixar que o medo de errar tome conta de nós e sabote os nossos resultados. Deixemos os medos nas ilusões tortas e sem sentidos deles, que todos vão para o lugar longe das desmedidas escolhas e das desequilibradas atitudes, que, então, respiremos profundamente o ar limpo das idéias claras, e que flua como numa torrente exarcebada de um riacho cristalino na úmida manhã, barulhando contra as pedras, ressoando sobre a floresta silenciosa. Não é tempo para ter medo de errar nem se preocupar, mas deixar correr, fluir, levar.

Um comentário:

Anônimo disse...

e se o medo sequer entra nu seu vocabulário e o único problema q vc tm é o excesso de confiança?