quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Porque não sai comigo?

Tu pegas o que tu tens vivido no teu pensamento. 
Às vezes os humanos se enganam , 
inventam histórias, 
mascaram-se para não parecerem diferentes demais - 
mas no teu caso não há nada de diferente, 
há outras e mais outras libertas de si mesmas. 

Enconde-te por detrás do teu riso, 
tentas disfarçar a vestimenta por detrás do uniforme, 
mas um pedaço eu consigo enxergar daqui, 
e todos vêem. 
Renegam. 
Dói aos olhos e as mentes pensar que estais num mundo tão obscuro, 
tão solitário e perdido. 

Entraste no mundo cedo, 
eu bem sei, 
e  lá colocas tuas experiências passadas, 
podes viver aquilo o que não podes aqui. 

A sociedade é outra, 
estás presa aqui fora, 
estás perdida aqui. 

Não tiveste medo de ir lá, 
mas tens medo de sair com todas as tuas vivencias e nem te culpo - 
tu sabes viver sobre os pedidos de outros, 
sabes colher inferências das vozes, dos olhos, das ações, 
não te culpo porque tua responsabilidade com a sociedade é grande, 
não vives tua vida em parte, 
tentas fazê-la como querem e fazes bem, 
assim como tens entrado lá. 

Mas saiba de começo: 
caso queira fugir dali, sair de lá, 
talvez encontre-me como guardião de alguém que é novo. 
Aqui fora, nada soa tão bom, tão satisfatório, 
aqui querem tanto, 
chegam a te cobrar e te reprimir. 

Cuidado, 
não sai da lá só, 
aproveita enquanto estou aqui, 
na saída olhando, 
esperando que cada sombra seja tua,  
e os sons  já estão me perturbando, 
não espera a universidade, 
talvez nem ali possas viver o que queres. 

Tens medo, 
entendo, 
mas entendes também - 
o medo é um hábito, 
ele te impede de riscos,
 e quanto maiores forem as conquistas, 
maiores os são - 
não te priva, 
não te pára, 
assume teu risco, 
se não para toda a sociedade, 
mas para mim. 
Comigo não haverá problema.

Um comentário:

Anônimo disse...

mas assim quem não sai?

;)