Tu pegas o que tu tens vivido no teu pensamento.
Às vezes os humanos se enganam ,
inventam histórias,
mascaram-se para não parecerem diferentes demais -
mas no teu caso não há nada de diferente,
há outras e mais outras libertas de si mesmas.
Enconde-te por detrás do teu riso,
tentas disfarçar a vestimenta por detrás do uniforme,
mas um pedaço eu consigo enxergar daqui,
e todos vêem.
Renegam.
Dói aos olhos e as mentes pensar que estais num mundo tão obscuro,
tão solitário e perdido.
Entraste no mundo cedo,
eu bem sei,
e lá colocas tuas experiências passadas,
podes viver aquilo o que não podes aqui.
A sociedade é outra,
estás presa aqui fora,
estás perdida aqui.
Não tiveste medo de ir lá,
mas tens medo de sair com todas as tuas vivencias e nem te culpo -
tu sabes viver sobre os pedidos de outros,
sabes colher inferências das vozes, dos olhos, das ações,
não te culpo porque tua responsabilidade com a sociedade é grande,
não vives tua vida em parte,
tentas fazê-la como querem e fazes bem,
assim como tens entrado lá.
Mas saiba de começo:
caso queira fugir dali, sair de lá,
talvez encontre-me como guardião de alguém que é novo.
Aqui fora, nada soa tão bom, tão satisfatório,
aqui querem tanto,
chegam a te cobrar e te reprimir.
Cuidado,
não sai da lá só,
aproveita enquanto estou aqui,
na saída olhando,
esperando que cada sombra seja tua,
e os sons já estão me perturbando,
não espera a universidade,
talvez nem ali possas viver o que queres.
Tens medo,
entendo,
mas entendes também -
o medo é um hábito,
ele te impede de riscos,
e quanto maiores forem as conquistas,
maiores os são -
não te priva,
não te pára,
assume teu risco,
se não para toda a sociedade,
mas para mim.
Comigo não haverá problema.
Um comentário:
mas assim quem não sai?
;)
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