Porque num dia desses,
Que me ponho de luas no céu,
Fiquei a ver os ares e de trasparência se despiam,
Mas nada encontrei,
Para falar a verdade,
o ar me fez mais triste ainda,
Mesmo que dele tirassse, a cada momento, o que minha respiração precisa;
Vi nele o que não gostaria - a transparência, aquela sem pena, sem dó de rasgar a ilusão na verdade sangrenta
Não que eu não goste da verdade,
até corro atrás dela,
mas esta, tão bruscamnte apresentada, mais dói do que consola.
Talvez eu precise me despir,
tanto que me vesti,
de tanta veste que coloquei,
muitas das quais belíssimas,
que de brilhantes, douradas, púrpuras tem muito,
de tantos aderessos me perdi,
e achar-me não me importa,
queria mesmo é despir-me,
e trasparência não acharás,
nem folhas brancas a serem escritas,
nem negro não-imprimível.
Eu saí me vestindo por ti,
será que agora posso me despir?
sábado, 13 de setembro de 2008
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3 comentários:
muito,mas muito bom!eu amei mesmo,de verdade.
Com certeza gostei mais porque jah tive os mesmo sentimentos e confusãos relacionados a transparencia....
bjss...Ret *-*
eiii quero Naraaaaaaaaaaaaaa!
coisa bem camilo pessanha, viu??
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