segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Movimento, Mecanismo, Defesa.

Perturbação que é sentir o não gostaria, porque está cheio de desejos fortes que latejam na ferida exposta e que latejam em dor, assim como também em prazer, que se perdem em definições que não se pode dizer, mas sente com freqüência, senti quando pensa, nessa cadeia que é idealizar, sentir e agir, perdia-se por desejos e neles, como quem quer se livrar e entra numa prisão, como quem diz que tenta, mas repete ações. Repetidamente. Repetidamente.

Volta vai, ciclo rápido, ciclo fácil, um vazio que vai formando uma concavidade nula, que faz falta, que perturba, e na concavidade acumula-se desejos e mais deles se reproduzem, como se nesse espaço houvesse incubadora, e responde, com muita perturbação, responde incessante, indeciso, tremendo, medonho, concavidade nula que toma o dia.

A falta está dentro e conversa com a vontade, satisfaz-me, satisfaz-me, porque sanar-me é i teu nome, é o teu significado; a vontade, entretanto, espera dançante, olha com olhos pedintes de misericórdia para a decisão que impaciente incomoda a razão; a razão elabora, enquanto a intuição não pára de repetir “deixa comigo, deixa comigo”, mas a razão concentra, e a falta grita, começa a tumultuar, se rebate , convulsiona, a vontade reclama alto, pede atenção, chama, a decisão é abatida, e começa a cobrar, e lá vem a ameaça – “Me chamaram?” – a intuição olha com orgulho para a razão e repeti seguramente: “Deixa comigo.”

Formou-se o time. Atentem para a concavidade, atentem e uma cadeia que incessantemente trabalha, não para de proceder, enquanto a ameaça vai triste, nem encontrou o amigo medo, mas esperará, boas amizades nunca acabam, Bora, borá, movam, movam, gritava a vontade, movam,movam.

A falta se coloca de quatro, e suspira, suspira profundamente e sussurra baixinho, numa voz que confunde com algum gemido, a intuição já dera o comando e no comando havia a acasualidade, a intuição ainda no acaso, caso secreto que mal a razão sabe que se encontram, quando sai de casa, nessa omissão que é dar uma escapolida, a intuição se encontra com o acaso, encontro forte a apaixonado, livre e aberto.

A decisão e a vontade se chupam em beijos longos, de línguas confundidas, tardiamente tornaram doloridas, em beijos intensos, corre a mão da decisão sobre a vontade, nesse movimento que é a propagação a decisão comenta e apresenta novos modos de beijar, novos modos de amassar, a decisão agarra o peito da vontade e os aperta levemente entre as mãos quentes, passa para o glúteo e passa a apertar novamente, aperta com graça, percorre a linha que separa o par de músculos, com velocidade constante, em pressionamentos que intensificam, de cima a baixo, chegando a uma pressão forte lá em baixo, e recomeça o movimento, mas ah, a vontade aproveita e sente que em meio ás pernas algo molha-se e não deixa passar, não pára de acariciar, a decisão, em beijos enche o pescoço, molhados e salpicados, logo após lá está a vontade brincando com os mamilos da decisão, que ora aperta-os sem dor, entre os dentes, ora pincela-os com a língua, saudade que é a vontade com a decisão, e a decisão, quase numa ânsia de gozar no peito da vontade, se despede, lá para as tantas se masturbará pensando no momento, e, enquanto o melado não secar, que as lembranças venham logo.

Mas a vontade chega com a falta e a vê de quatro, aprecia, re-olha, suspira, suspira profundamente e sussurra baixinho, não confundido com um gemido, mas com uma voz que promete e a falta de quatro, por enquanto bastam as dedos que entra e saem numa concentração quase ardosa, num movimento que tenta ser satisfatória, mas que em pressa se defaz em afoitamento de meia solução, e a falta move os músculos, altera e puxa a mão da vontade para a genitália, a vontade enche a mão nisto, e aparando com concavidade necessária, agrega o material em apertos sucessivos e depois de um tempo passa a ser escorregadio e quase um desafio apertar sem deslizar bruscamente, e se aproximam, um de costa para o outro, e beijam-se, sendo que a falta desloca a cabeça para trás e a vontade tentando achar um modo correto de manipular, e já não consegue sentir a mão da falta, mas continuam, a intuição planejou bem, beijo que cansa, e lá está a falte se arrebitando, posicionando e oh, começaram o movimento, está devagar, mas acelera, e cadê o pé da falta, e mais intenso, mais intenso, forte, vindouro, não palpável, fugindo, fugacidade, ai, ai, fugacidade, está indo, os braços onde estão, ai, ai, indo, indo, pernas onde, vai, vai, vai, e vê aquele fio branco que voou no ar, não parado lá dentro, e cadê a falta. Desapareceu, mas pariu a satisfação, que já está rebocando a concavidade, hora ou outra fica plana, e faz um trabalho bem feito, a razão, vlta, encontra a intuição na cama, jogada está, Deve está cansada, pensa, e vê ao redor, bem diferente do começo, mas não sente apreço, deveria ter feito algo, nada sai tão bem quanto se quer quando se passa as tarefas, e pensa na perturbação, não, não eras tu não, eu que não percbi que eras filha da ansiedade, enviada por esta, e nem sei o que fizeram aqui, se evitaram a realidade, ou a excluíram, ou redefiniram-na, se inverteram-na, se passaram do interno para o externo, se dividiram-na, ou dela escaparam, fui inflexível, fui ineficiente.

3 comentários:

xz disse...

www.djvalares.blogspot.om

????

Anônimo disse...

bom,soh pra n perder o costume d comentar em tds us textos que vierem,eu digu q eu to preguiça d escrever,por issu n vai ser mta coisa.

ohhh eu gstei,comu sempre inteligente,romantico e sensual =D

estilo Davi neh.Recuse imitaçoes.

dilermando disse...

Ah adorei
adoro os textos sensuais
são os melhores
adoro como consegues fazernos imaginar exatamente como acontecem as senas
e amei a idéia,super original,de ter sentimentos transando
keep going
and dont forget my dedication in the first book