Se não bastam as lineares paisagens que cercou-os durante toda a viagem, bastava então o silêncio típico do chão negro. Porque Nara estava sendo conduzida sem uma informação a respeito do moço, e o que adiantava pergunta-lhe se era ou não bom? De qualquer forma a ajuda ingênua do garoto foi uma solução fugas das decisões despreocupadas de Nara.
Vez ou outra ela o olhava, e evitavam olhares. Olhares de canto de vez em quando os intimidavam, sabiam que estavam se conhecendo pelo silêncio movimentoso dos olhos. Mas não se perdiam, sabiam separar cada sentimento ou ação que viria posteriormente, para evitar constrangimentos. Assim como também Nara sabia plantar sentimentos acerca do jovem rapaz, mesmo incerta do que poderia surge entre eles, ou ainda não sabendo se reciprocidade haveria, semeava. E, em relação ao garoto, estava somente pelos cantos dos olhos, e, por preocupação eminente, arriscava uns sorrisos amarelados tornados rosas.
De uma forma ou de outra, o que era a atração entre corpos de Newton? Subsídio da mecânica? Parte dela? Inquestionável lei macroscóspica? Ou simplesmente resultantes sentimentos de tais interações? Boa explicação para o que era aquela situação. Não no sentido atômico, mas no nível sentimental, se é que leis naturais podem ser usadas no instável ser sentimental.
Uns sentimentos de lá e outros de cá, era o que poderia se dizer no momento em que Nara estava na frente do pequeno prédio, submetida á experiência dela própria, esperando que esta seja uma de semanas, e quase preparada para o que poderia virar verdade a partir de hipóteses. Avançando em direção próxima do prédio, a pouco da entrada sem porteiro algum, estancou paralisada pelo medo. Mas se a expressão desenha esses momentos, a dela era contemplada pelo chão.
- O que foi?
- Eu não sei aonde eu tô indo. - disse ao revelar a expressão indefinível
- Você nunca saberá se não for.
- Tenho medo do que poderá vir.
- Você não precisa desse medo.
- O que garante que a segurança estará lá ou mesmo que coragem eu vou ter?
- Você confiando, basta somente.
- Você poderia me abraçar?
Abraçaram-se por dois minutos. Se a significância do desejo similar a esse tivesse mantida, diríamos que era o agradecimento com o medo, que é o mesmo que a incerteza que se arrisca. Mas por obra da homeostase, ou do próprio ser, não, mudou.
- Mais forte - Nara sussurrou e sentiu mais intensidade do abraço. - Mais forte - repetiu. Passou a mão nas costas de Luis, era bom o sentir junto, perto, não-sozinha, sentia o cheiro que esvaía em cada suspirada. Gostaria mesmo de entrar naquele corpo, e passou o tempo necessário até se sentir segura o bastante para voltar para o mundo, para a realidade, para a vida latejante. Não o largaria, aproveitaria a eternidade do tempo para se sentir segura, viva, nele, para ele.
- Não precisa ter medo - e desabraçou quando não teve mais força.
Prosseguiu até a porta, adentrou no pequeno hall, subiu as escadas, já que elevadores eram desnecessários para um de três andares, e foi ao apartamento acompanhada de Luis e só, sem roupas, malas, ou lembranças vivas do dia em que a pólvora amassada vez barulho bastante para acordar a morte, ou ainda, o barulho do metal ao ser retirado de cima da penteadeira e, depois, já sem barulho, atingindo a garganta de uma velha esperança, e mais um pouco, o senhor que se despediu em uns poucos gemidos e encontrou o céu nas águas não claras das redondezas.
Entrou no apartamento. Era necessário, nem demais para um garoto que se virava sem as custas dos pais, quase um enclave, nem pouco para um solteiro desinibido. Branco, com dois quartos, duas salas, cozinhas, dois banheiros. Já que não tinha malas, Nara só ficou olhando o lugar; nem ouviu frases como "deixa tudo aí depois arruma", " olha coloca tuas coisas aqui", mas isso não foi problema para a gentil garota que quando viu-se pressionada pela situação riu-se e,com a gentileza sua, não o fez ficar desconcertado.
Mas eram os constrangimentos que deveriam reger o momento, e deixá-los sem palavras. Luis ofereceu toalha e um short e blusa para que Nara pudesse se sentir mais confortável. Depois dos atos de higiene Nara ficou observando o céu, enquanto Luis ajeitava coisa e outra, perguntando-se se solução haveria sair, mudar de rumo, para que pudesse esquecer um pouco do leve sorriso do passado, mas ainda crente que poderia ser uma oportunidade em que haveria de botar fora o velho fantasma M. E interrompeu tal pensamento para ouvir os passos calmos de Luis, para imaginar os pés que, pressionados contra o chão, levantavam barulho sereno, e o seu pé, digna obra grega, de idealização, que latejou sobre a cabeça dela. Passou por ela e deu um sorrisinho que a encantou, mesmo atentada pelas velhas lembranças, um sorriso era o que precisa ou mais.
Ele exercia nela uma perda com o mundo exterior, quase que rapidamente ela mergulhava na realidade criada, na imaginação inventivamente perdida. Continuava a imaginar cada detalhe como se fossem pertinentemente doces, queridos, únicos. Permanecia, ás vezes sem entender aonde aquilo a levaria, mais continuava.
Então, ele vinha e se sentava á frente dela, concentrado. Perturbada, tentava unir o segmento que ligava os olhos dela aos olhos dele. Avançava sobre ele e sentavam-se frente a frente, ela em cima de suas coxas. Novamente se olhavam, admiravam não-receosamente os detalhes corridos dos rostos. Aproximavam-se as faces e beijavam-se, no mais calmo ritmo, no mais profundo compasso. Continuavam por minutos.
Então ela poderia avançar com sua mão sobre o corpo dele, essa mão atravessa a calça e depois toca delicadamente o copulador. O ritmo do toque avança, o do beijo também. Logo ele tira a blusa e ela coloca delicadamente seus quentes lábios sobre os mamilos dele, ainda com o ritmo de antes. Um pouco depois tira a calça, não dava para vê-lo nu, está escuro.
E vasculha cada centímetro do corpo dele e encontra seu pênis, o manipula delicadamente, depois pressiona a glande contra a sua mão sucessivas vezes, o ouvi fungar, pressiona com mais força, e com outra mão faz movimentos opostos, ascendente e descendente, começando devagar e acelerando uniformemente. Continua assim até sentir um líquido quente obre sua mão e sobre seu rosto.
Voltaram a se beijar, mais rapidamente. E logo ele se volta para ela e começa a explorá-la.
- O que foi?
- Hum?
- Ah. nada eu só tava pensando aqui.
- Você tava com uma cara meio...
- Ah não, não é nada.
- Me ajuda aqui.
- Sim, claro.
- A cama está numa posição que não dá pra colocar cochonete pra ti.
- Aqui?
- Olha puxa pra aquele lado que eu puxo pra cá. Preparada? Já?
- Pronto.
Os dois caíram na cama e ficaram admirando o teto branco, repentinamente viraram um de cara para o outro. Ele riu o riso sereno, Nara não conteve o dela.
- Eu te olharia por um século. - disse Nara. Ele olhou para ela , riram-se aproximaram-se e beijaram-se. Nara o abraçou, desceu a mão pelas costas e parou no quadril dele. Mas ele prosseguiu o movimento direcionando a mão dela para o rijo pênis, isso a levou para o seu quarto momentos antes de ter a surpresa materna. Recuou.
- Não eu não posso. Saiu do quarto correndo.
- Ei, não, desculpa, se eu passei dos limites.
Nara saiu do apartamento e ficou desaparecida por horas.
terça-feira, 8 de julho de 2008
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