quarta-feira, 28 de maio de 2008

Desatarefados

Tudo começa na grande esfera, onde há movimentos, deslocamentos que constroem, quase auto-suficiente, alimentada por uma força maior, para uns, sustentada pela própria natureza, para outros.Na maturação as mentes mudam, os desejos reprimidos voltam mais fortes, o querido é extremamente pensado, planejado, torna-se necessidade de quem passa a alimentar como única opção. Isso é o que chamam de ação, a mão única que conduz a resultados, é exclusiva, filha única, inquestionável. Não poderia ser dito que eles, com suas atitudes, não estavam fazendo, pois essas, e novamente, únicas, dizem, falam, dissertam o bastante inferido. O que foi antes dado, pela seqüência pequena e diferenciada, agora estava dentro deles. O incontrolável desejo, aquela ansiedade desgraçada, viria a se formar próximo a esse instante da fase.

Os dois garotos encontravam-se planejadores, que passam a questionar a realidade peculiarmente, eram as interações que os atraíam, as trocas, os beijos, os toques. Terreno esse fértil no momento. Da casa, diziam e eles que o destino do possuinte da estrutura incisiva era as mil e uma noites de diversão, ou, quem sabe, mais que isso, e de outros lugares , quando viam nos seres diferenciados por seus pêlos, suas vozes e seu corpo, o cobravam ações que dissessem mais do que uma simples e idiota piada, seja uma demonstração de força, coragem, ousadia, conquista. Nesse momento seria posto em prova tudo o que foi construído desde que eles foram colocados aqui, e os instigariam mais.

Iremos á festa, lá encontraremos as meninas, prepare-se, vá logo equipado, não esqueça de nenhum detalhe, disse o mais informado, Camisinhas, tomado banho, escovado os dentes, cueca nova, pra dá sorte, mentas, disse o outro mais detalhista e continuou, Não é estranho que essa preparação toda seja perda de tempo? Só porque dependeremos de drogas pra convencer elas não quer dizer que não conseguiremos, disse o informado e, agora, otimista, André, Pois eu prefiro confiar na minha inteligência e lábia e no que elas podem fazer, argumentou o outro, Vítor, Tão eficaz que até hoje não transou com a namorada, ironizou André, Eficaz ou não eu espero que o lugar receba nossos desejos, terminou Victor.

As circunstâncias, cerca de jardim para quem é perturbado e obediente a seus desejos, não eram boas. A festa era longe da casa dos dois, não tinham amigos para os locomoverem, permissão dos pais, nesse sentido, não seria consentida. Quando olho para esses lindos jardins, enfeitando a linda casa que o cuida, lembro dos meninos.

Na casa os Coelhos, sobrenome de André, mais velho que o amigo Victor, encontravam-se os pensamentos mais lógicos e condizentes do universo para justificar a saída de casa e para a madrugada passada fora desta. Mãe, eu vou dormir na casa do Victor, disse André, Ah, é?, desconfiou a mãe, Sim, estudaremos lá, e depois veremos um filme, Mas como meu filho está em sincronia com a mãe dele,não é? Eu já ia perguntar e ele já responde, pois é meu filho, mamãe sabe o quanto vocês apreciam estudar no sábado, no badalante e dançante sábado, não é mesmo?, por isso eu vou deixá-lo estudar aqui mesmo, por que eu acredito no seu potencial, tá meu filho? respondeu, Mas...? tentou André e bastou para ele o olhar da mãe. Logo após dizer, por telefone, que não iria mais a festa, no mais singelo e revoltoso ódio, Victor não o questionou, e nem o instigou muito.

O que seria da festa no apartamento de um conhecido sem Victor e André? A mesma; a mesma bebida, a mesma comida, as mesma drogas, as mesma pessoas, exceto eles, as mesmas músicas, os mesmos porre, os mesmos amassos, tudo o mesmo, mas parece que os jovenzinhos não entendem o valor da falta deles nessas festinhas, havendo semelhança do anfitrião, tão relevantes, e eles, desejados, movimentadores do sistema.

E na tarde calma, na rua residencial, ouviu-se cantar os pneus de algum carro, no pôr-do-sol, no silêncio das árvores, na calma da hora, e no quarto de André, ouviu-se um toque de celular, Acho bom que já esteja pronto, disse Victor, To saindo, respondeu André que depois de pronto saiu da casa sem ser percebido por humanos, agradou o cachorro, pulou o muro e entrou no carro que estava a poucos metros da casa.

Pasmem os corretos pela moral, condizentes com a lei, mas o motorista era de menor, não possuindo carteira de motorista, mas tinha um pai com dinheiro, importante na sociedade, e já tinha treinado bastante até aprender a cantar pneus.

Saíram o condomínio no carro peliculado, quase despercebidos, passaram a percorrer ruas e avenidas e alamedas, e nisso foram a conveniências, compraram cervejas que iam sendo bebidas enquanto procuravam o lugar.

Encontraram. Encontravam-se diante da porta do apartamento. Será que devo mesmo?, questionou Victor e a si mesmo, Cara tu precisa relaxar e esquecer aquela safada da Regina, bora, nós queríamos lembra? Ao tocarem a campainha esperavam tudo, ao abrirem a porta ficaram perturbados, e naquilo gostavam de estar,queriam mais que um pensamento, vários, múltiplos de quatro, pois não é de um pensamento que se move um sentir, mas uma gama, tão ramificada, tão intrínseca, tão insistente, que forma um sentimento. Ali seria a festa, e como toda é precedida ou iniciada por desinibições, note que a festa é o que eles fazem com eles mesmos,foram atrás de dos neuroestimulantes e outros mais, por isso que bebiam e fumavam, usavam bala e baseado e outros.

Pasmem, agora, os retos, os controladores de si mesmos, pois naquele lugar não havia inibição. Faz parte do cotidiano se aceitar como ser transante , que gosta de se esfregar, que ver no ato sexual normalidades similar a plantar árvores no aquecido planeta, trata-se de ajudar a humanidade, um ser humano que ajuda o outro a encontrar o que deseja e vice-versa

Na dança encontra-se parceiras e parceiros ideais, a expressão corporal, que é decifrada pelos dançantes como cores para os não daltônicos, junta as mentes que tentam telepatia pelo balançar do corpo. André e Victor entraram na bagunça e passaram a dançar como se pudessem manifestar os planos da noite pelo passos. E não demorou muito para haver reciprocidade de meninas, com os olhos marcados com riscos negros e lábios vermelhos, que os achavam bonitos o bastante para se conhecerem, e de meninos, que queriam transar não importando passividade ou atividade. Pasmem retos, é o mundo.

As garotas se aproximaram e beijaram uma o Victor e outra o André e a linguagem não-verbal passava a usar o mesmo instrumento possibilitante da verbal, pois comunicavam a intensidade, o momento, as posições, a rapidez, a delicadeza do que viria mais tarde, e as meninas permutaram os parceiros. Os beijos o conduziram, por esses músculos foram parar na dispensa do apartamento, lugar calmo, separado, mas que ainda dava para ouvir a música.

A garota de preto e cabelo longo beijava André sem pausa e começou tirando o casaco dele, a outra garota de preto, cabelo curto e preso, beijando Victor não parava de apertar os glúteos grandes e malhados deste, André tomava com a mão o seio da garota que o beijava no momento, Victor insinuava toque na vagina da menina que beijava. Antes dos zípers terem sido abertos, André colocou a garota de costas para ele e passou a acariciá-la nas partes íntimas por dentro da calça, mesmo que sem experiência sabia, de alguma forma, que onde tocava a fazia suspirar mais forte, ainda não tinha colocado o dedo no óstio, mas explorava, profunda e eficazmente, o clitóris dela. Desceu o dedo um pouco mais, conhecendo o diâmetro do óstio, sentiu molhar os dedos e, enquanto ia e vinha com ele, manipulava o rijo pênis dentro da cala contra o glúteo da menina, a ponto de gozar. Victor não parava com as mãos nem um segundo sobre o corpo da menina, e, consecutivas vezes, corria a mão esquerda sobre a espinha da menina, atingia o glúteo, e pelo meio das pernas, centralizava o dedo na direção do canal vaginal, pressionando ritmamente.

Abriram-se os zíperes enquanto um provava a secreção que estava em seus dedos, enquanto o outro mordia delicadamente o lóbulo da orelha da menina com quem estava. A que acompanhava André, olhou para a amiga e sinalizou que tiraria a roupa dele, a amiga consentiu e a acompanhou. E tiraram como se tivessem ensaiado, ou feito tantas vezes, abaixavam as calças, olhavam para a cara de excitação dos meninos, lentamente; abandonaram os meninos e se abraçaram e tiraram, uma da outra, as roupas, desabotoavam os sutiães, preto de uma, roxo de outra, e a calcinha despiam com os dentes, Beijem-se, disse a de cabelo curto, as cabeças dos meninos sinalizaram negação, Eu posso sentir o vapor quente que sai de vocês, gostaria de continuar sentindo, os garotos inseguros tentaram se aproximar, elas, uma atrás do corpo nu de André, outra atrás do corpo nu de Victor, os aproximaram e direcionaramas bocas, e passaram a tocar neles enquanto se beijavam timidamente, desceram as mãos, e , ao segurarem a base peniana, limpava a secreção lubrificadora na glande deles,com sias línguas, parecia que tinham ensaiado, estavam em sincronia, direcionaram o pênis deles um contra o outro, friccionando e lambendo-os alternadamente. Separam os garotos, a música parou.

A de cabelo curto deitou-se no chão, angulou as pernas brancas, André deitou-se em cima dela e beijou seus seios, a barriga, as coxas, a virilha, o clitóris, beijava delicadamente, a vagina, pincelava as grande e pequenos lábios, voltou a beijar sua boca e a penetrou. Victor pressionou a de cabelo longo contra a parede tentando penetrá-la, mas foi impedido, pelo ao menos na vagina, pois ela virou-se empinou a bunda, Lubrifica, disse ela enquanto ouvia-se de fundo os gemidos do casal que já transava, Cospe na mão, passa no pênis e no meu cu. Passou no pênis e no anús da menina, em movimentos circulares, sentindo a contração muscular, beijou-a mais uma vez e penetrou, tirava e colocava o copulador, devagar no começo, e ao avançar do ato, aumentava a velocidade aos gemidos delas. André estava quase chegando ao clímax, Victor intensificava mais os movimentos, André mais próximo, Victor gozou, com gonorréia ou herpes, André gozou, com aids ou sífilis.

Uma sirene tocou,o apartamento ficou mais agitado, André e Victor lutavam para colocar as roupas, e, enquanto isso, fora da dispensa, corria-se para fora do lugar, e eles fizeram o mesmo ao conseguirem se vestir, saíram pelas escadas, ainda correndo, com medo de ser a polícia, corriam rápido, desciam os degraus de dois em dois, ás vezes caindo, de quatro em quatro, quando escorregavam. Era uma ambulância, alguém tinha exagerado nas drogas, tendo overdose, se debatia até o momento em que os meninos saíam do prédio e, depois, de terem entrado do carro.

Realizados ou não passaram a percorrer as ruas novamente, com baixa velocidade, Aquilo que aconteceu..., disse Victor acelerando o carro,... vai ficar..., os olhos estavam vermelhos, a expressão e preocupado, o carro ficou mais rápido, Victor diminui a velocidade do carro, ... vai ficar... , ... Victor... , ...entre nó..., ...VICTOOOOR... Um som abafado encheu a noite daquele dia, um carro ficou amassado e o outro capotou – os garotos não chegaram aí por serem promíscuos, livre-se das inferências do passado, mas por serem idiotas em excesso colocando-se na situação – a ambulância vinha no mesmo sentido, a partir daí não sei dizer se sobreviveram, se um morreu e o outro continuou vivo, se morreram, mas ouvi-se a ambulância vindo no mesmo sentido.

3 comentários:

Laércio Barbosa disse...

Gostei dessa historia!
Continua ela e atualiza!
Ela rende bastante.XD

Dilersquitch disse...

amei
realmente amei
adorei a forma como o interlocutar fala com o leitor
e adorei as descrições tudo
mas não identifiquie a ironia

JacqueNerdBlue disse...

é, história bem alvares azevedo (naturalista mesmo!), dando ênfase ao risco das doenças de maneira bem irÔnica e sinica (foi o q eu percebi, ñ sei se tá certo)! Vamos ver oq acontece, tÔ curiosa para saber oq acontecerá com os gurís!