Nara ainda estava preocupada. Preocupada não com o seu ato inconsequente que cometera, mas com a idéia de não ser mais a mesma depois daquilo que ela fez. Era constante em seus pensamentos a Nara que mudára de opniões, que se vestia de outra forma, que vivia de outra forma. Será que a aceitariam assim? Será que ela sabia quem ela realmente era? Será que sabia quem ela poderia ser?Essa eram as perguntas da sua mente confusa com o ressentimento.As perturbações chegaram a proporções tão grandes que Nara decidiu que deveria sair de casa se encontrar com alguém pra conversar.
As 7 horas se encontrou com Pedro. Para Nara, Pedro era aquele tipo de garoto em que a única coisa a ser feita quando se está perto é olhar para os detalhes perfeitos dele, não que ele não tivesse uma boa conversa, mas era difícil para ela prestar atenção.As garotas entendiam o porquê.
Então depois das risadas e dos olhares desconcertantes, as trocas de palavra se cessaram dando lugar a extrema atração entre eles que unia as intenções dos adolescentes.
Nara beijava ele com tanta euforia, ele a retribua com fortes abraços, Nara lembrou das conversas que diziam o quanto ele beijava bem e a partir daquele momento ela começava a concordar.Apesar de habitar num ambiente cujo o clima é tropical quente-úmido, Nara nunca desejou tanto uma calor latente como aquele.Nunca pensou que seria daquele jeito, naquela hora, tão inesperadamente, tão inorexisavelmente, tão sem palavras, tão intenso. No meio do acontecimento para Nara, Pedro parou e simplesmente se jogou para o lado. Nara não quis falar nada, talvez porque aquilo tinha acontecido a pouco tempo e ainda era novo para ela, ou talvez porque sentimentos começaram a suscitar em seu coração, sentimentos de vergolha e humilhação - ela imaginava todo mundo falando do que que tinha acabado de acontecer. Então um ódio repentino surgiu causando uma fúria exorbitante a tal ponto que Nara subiu no corpo deitado de Pedro e o enforcou, tentando e conseguindo lutar contra ele e matá-lo.
A satisfação enchia seu coração, um excitamento pulsante encheu corpo nú de Nara, como era novo aquilo. Nara novamente não sentia culpa ou arrependimento ,então, não foi difícil deixar o corpo despido de Pedro na cama, e nem vê os lábios rosados do rapaz se tornarem pálidos, nem admirá-lo estático de olhos abertos.
Dúvidas? Perturbações? Nara não tinha mais nada disso a partir de então: ela já tinha certeza do que ela era, do que ela poderia ser e do que ela viria a ser.
sábado, 24 de novembro de 2007
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Diálogo
"Eu sei o que você passa. Você acredita que o que você vive é o melhor mas rapidamente se cansa disso.Então você passa a viver mais intensamente essa realidade que não vale nada e cada vez mais você odeia mas não consegue sair, é como se não houvesse opção de escolha.Aí você pára seu dia para idealizar o que você tem vivido, e toda essas idéias não passam de especulação inatingivel. Em mais você odeia a idéia de não controlar seu coração, e mais suas emoção transbordam no interior, e acumulam emoções não expressas. Tudo se torna cansativo e entediante ao ponto de tudo o que lhe faz rir o conquista. E mais você se vê preso a essas pessoas, a essas pequenas coisas que fazem você se sentir um pouco mais feliz. E mais infeliz você fica. E mais desesitimulado você vive a droga que chamam de vida."
"Hum.."
"Estou errado?"
"Não, não, você pode imaginar o que... eu... vi..vo"
"Reconsideração? Você se imagina reconsiderando tudo isso?"
"Não, não. Eu não me vejo. Eu quero dizer, como eu poderia reconsiderar?Eu me sinto coagido pelo ambiente que eu vivo.Parece que eu não posso escolher.Sabe... é o que você disse a pouco tempo."
"Você não pode culpar o 'destino' pelo que você vive.Você tem escolha."
"Hum.Eu posso até me ver diferente, mas eu não consigo me ver vivendo isso plenamente."
"Voce acha que a qualquer momento tudo o que voce conquistou pode desmonorar?
"Isso."
"Desacredite."
"Não."
"Eu simplesmente não possso fazer nada.Voce não quer se esforçar.Voce odeia a idéia de viver essa melancolia mas gosta de vivê-la"
"Eu odeio tudo o que eu vivo.Eu, honestamente, prefiro desaparecer do que ficar me batendo e humilhando pra conseguir uma coisa que, eu sei, vai acabar rápido."
"O que lhe faz acreditar que voce não vai conseguir viver essa realidade desejada?
"Por favor, olhe para mim e você tem a resposta. Eu sou muito fraco e desistente.Eu mudo rapidamente o que eu penso. Eu posso estar num momento muito feliz e derrepente por alguma coisinha eu entristeço. Olha vamos fazer o seguinte, isso tudo tá sendo perda de tempo e não vai a lugar nenhum. Eu sou um fu... , desculpa, eu não presto e vai continuar asssim."
"Vai ter uma hora que isso tudo vi se virar contra você e pode chegar a ser um suicídio."
"Não."
"Sim. Eu posso lhe garantir que é melhor mudar agora do que lhe internar como suicída."
"Ah, tá... Quer saber eu tô saindo daqui.Obrigado."
"Hum.."
"Estou errado?"
"Não, não, você pode imaginar o que... eu... vi..vo"
"Reconsideração? Você se imagina reconsiderando tudo isso?"
"Não, não. Eu não me vejo. Eu quero dizer, como eu poderia reconsiderar?Eu me sinto coagido pelo ambiente que eu vivo.Parece que eu não posso escolher.Sabe... é o que você disse a pouco tempo."
"Você não pode culpar o 'destino' pelo que você vive.Você tem escolha."
"Hum.Eu posso até me ver diferente, mas eu não consigo me ver vivendo isso plenamente."
"Voce acha que a qualquer momento tudo o que voce conquistou pode desmonorar?
"Isso."
"Desacredite."
"Não."
"Eu simplesmente não possso fazer nada.Voce não quer se esforçar.Voce odeia a idéia de viver essa melancolia mas gosta de vivê-la"
"Eu odeio tudo o que eu vivo.Eu, honestamente, prefiro desaparecer do que ficar me batendo e humilhando pra conseguir uma coisa que, eu sei, vai acabar rápido."
"O que lhe faz acreditar que voce não vai conseguir viver essa realidade desejada?
"Por favor, olhe para mim e você tem a resposta. Eu sou muito fraco e desistente.Eu mudo rapidamente o que eu penso. Eu posso estar num momento muito feliz e derrepente por alguma coisinha eu entristeço. Olha vamos fazer o seguinte, isso tudo tá sendo perda de tempo e não vai a lugar nenhum. Eu sou um fu... , desculpa, eu não presto e vai continuar asssim."
"Vai ter uma hora que isso tudo vi se virar contra você e pode chegar a ser um suicídio."
"Não."
"Sim. Eu posso lhe garantir que é melhor mudar agora do que lhe internar como suicída."
"Ah, tá... Quer saber eu tô saindo daqui.Obrigado."
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Electra na água[cap.1]
Nara observava atentamente, cada novo detalhe não passava do olhar daquela menina, o calculismo dela a fazia agir certo quando todos pensavam que seria ao contrário. Sua mãe costumava xingá-la aos gritos e a única ação dela era virar as costas e desprezar. Na escola, era alvo de humilhações, mas sua calma e frieza permaneciam ali, intactas e sempre preparadas para o mais adverso. Quando foi roubada a única que ela disse durante o assalto foi: "Leva.".
A única dúvida que passava na cabeça de todos era como uma pessoa que vive num mundo conduzido pelo estress se mantinha daquele jeito?Uns diziam que era porque ela passava a maior parte do tempo observando os erros alheios; outros diziam que era a hereditariedade, seus pais sem dúvida eram calmos como carneiros. É penoso dizer que nada disso fazia sentido, pois suas atitudes não eram justificáveis desse modo.
E como toda manhã que traz novos problemas e novas decisões, essa seria a mais importante e esclarecedora. Depois de voltar cedo da escola, era período de provas, ela encontrou somente seu pai alcoólatra sem perspectiva de vida em casa, sua mãe trabalhava para sustentar a família, e então cenas da infância de Nara começaram a se repetir naquela hora.
"Vem pra cá! Vem pra cá agora!" dizia o pai dela com autoritarismo. Nara se aproximou, bem devagar para evitar reflexos da parte do pai, e enquanto ela fazia isso cenas da sua infância perturbavam seus pensamentos, ela lembrava quando o seu próprio pai passava a mão com extrema malícia no seu corpo infantil, ela sentindo-se morta, sem sentimentos pois não podia chorar, seu pai a proibia dizendo:" Se tu chorar ou contar pra alguém eu vou te bater até tu morrer, tu ta ouvindo? Não chora!" e continuava com estupro.
Então não foi difícil pra ela puxar uma faca que estava a seu lado e empurrá-la na barriga do seu pai diversas vezes. Não foi difícil não sentir remorso enquanto ela tentava tirar o corpo morto de seu pai de cima dela. Não foi difícil ver seu pai sangrar muito e produzir uma grande poça de sangue. Não foi difícil limpar tudo aquilo e ainda jogar o corpo dele num rio das redondezas.
Enquanto ela via o seu pai afundando nas águas barrentas do rio ela passou pela parte mais difícil: aceitar que ela tinha reagido impulsivamente pela primeira vez em dez anos, e como foi árduo para ela decidir aquilo - ela sabia o que queria ser - , mas em relação a suas atitudes psicopatas ela não tinha remorso algum - ela sabia do que era capaz.
A única dúvida que passava na cabeça de todos era como uma pessoa que vive num mundo conduzido pelo estress se mantinha daquele jeito?Uns diziam que era porque ela passava a maior parte do tempo observando os erros alheios; outros diziam que era a hereditariedade, seus pais sem dúvida eram calmos como carneiros. É penoso dizer que nada disso fazia sentido, pois suas atitudes não eram justificáveis desse modo.
E como toda manhã que traz novos problemas e novas decisões, essa seria a mais importante e esclarecedora. Depois de voltar cedo da escola, era período de provas, ela encontrou somente seu pai alcoólatra sem perspectiva de vida em casa, sua mãe trabalhava para sustentar a família, e então cenas da infância de Nara começaram a se repetir naquela hora.
"Vem pra cá! Vem pra cá agora!" dizia o pai dela com autoritarismo. Nara se aproximou, bem devagar para evitar reflexos da parte do pai, e enquanto ela fazia isso cenas da sua infância perturbavam seus pensamentos, ela lembrava quando o seu próprio pai passava a mão com extrema malícia no seu corpo infantil, ela sentindo-se morta, sem sentimentos pois não podia chorar, seu pai a proibia dizendo:" Se tu chorar ou contar pra alguém eu vou te bater até tu morrer, tu ta ouvindo? Não chora!" e continuava com estupro.
Então não foi difícil pra ela puxar uma faca que estava a seu lado e empurrá-la na barriga do seu pai diversas vezes. Não foi difícil não sentir remorso enquanto ela tentava tirar o corpo morto de seu pai de cima dela. Não foi difícil ver seu pai sangrar muito e produzir uma grande poça de sangue. Não foi difícil limpar tudo aquilo e ainda jogar o corpo dele num rio das redondezas.
Enquanto ela via o seu pai afundando nas águas barrentas do rio ela passou pela parte mais difícil: aceitar que ela tinha reagido impulsivamente pela primeira vez em dez anos, e como foi árduo para ela decidir aquilo - ela sabia o que queria ser - , mas em relação a suas atitudes psicopatas ela não tinha remorso algum - ela sabia do que era capaz.
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