terça-feira, 11 de dezembro de 2007

O Espelho[cap.4]

Um momento sozinha pensando na vida em toda sua complexidade, Nara admirava cada detalhe de seu corpo.Depois de se conhecer um pouco mais ela percebia a singularidade dos elementos que reescreviam seu templo.A imaginação pontecialmente apontava para aquele que preenchia os obscuros vazios do coração despreparado de Nara, dele falarei um pouco à frente.

Os ingênuos pensamentos para o descobrimento de seu corpo começaram a desaparecer quando Nara encontrou-se na realidade social dela: ele sentiu algo diferente quando passou perto do Mateus algo como uma atração forte que empurrava sua imaginação para além da realidade tangível; também notou algo parecido com Junior que a fez manter o cheiro dele por alguns momentos a mais. Mais nada disso se compara com a gama de sensações e sentimentos que ela sentiu quando observou Marcos, ele sim, para ele Nara seria, Nara viveria, Nara amaria.

O coração daquela menina se prendeu em Marcos desde que esta o viu sorrindo. Deixe-me descreve-lô como ela se sentia: satisfeita de vê-lo sempre e admirá-lo por toda beleza que possuia; acostumada com a não reciprocidade daqueles sentimentos ; insatisfeita por não está com a cabeça em seu peito, mesmo que em silêncio, insatisfeita.

O desespero que aqueles sentimentos causavam afetavam a razão sóbria de Nara transponindo a lógica dos sentimentos.

E então Nara aproximou-se de Marcos e o olhou em seus olhos - ela não saberia explicar de onde veio toda aquela coragem- o observou por alguns segundos; logo após ele se aproximou dela - os dois sentiam a respiração um do outro - continuaram se admirando por mais alguns segundos - para Nara foram dias -, e então se retribuiram beijos calorosos e longos. Nara não se sentia satisfeita e desesperadamente aceitou as carícias de seu amado com forma de amor, continuando a aceitar as diversas maneiras em que ele a possuia. Foi inconsequente, Foi rápido.

Não preparada para qualquer eventualidade, Nara via naquilo uma forma de expressar a intensa paixão que sentia por ele,e então caíram, eles dois, no mundo sensitível dos toques ,da intensa troca de calores e da circulação interna exasperada. Nara só pensava na idéia de possuir Marcos a cada dia. Nara só pensava na sua vida iluminada pelo nimbo de seu amado.

A partir daí ela se veria diferente em frente o espelho: completa, lépida, fagueira. Mas o que Nara pensou quando se entregou para Marcos?Que ele seria seu companheiro da vida toda?

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