sábado, 24 de novembro de 2007

Viúva Negra [cap. 2]

Nara ainda estava preocupada. Preocupada não com o seu ato inconsequente que cometera, mas com a idéia de não ser mais a mesma depois daquilo que ela fez. Era constante em seus pensamentos a Nara que mudára de opniões, que se vestia de outra forma, que vivia de outra forma. Será que a aceitariam assim? Será que ela sabia quem ela realmente era? Será que sabia quem ela poderia ser?Essa eram as perguntas da sua mente confusa com o ressentimento.As perturbações chegaram a proporções tão grandes que Nara decidiu que deveria sair de casa se encontrar com alguém pra conversar.

As 7 horas se encontrou com Pedro. Para Nara, Pedro era aquele tipo de garoto em que a única coisa a ser feita quando se está perto é olhar para os detalhes perfeitos dele, não que ele não tivesse uma boa conversa, mas era difícil para ela prestar atenção.As garotas entendiam o porquê.

Então depois das risadas e dos olhares desconcertantes, as trocas de palavra se cessaram dando lugar a extrema atração entre eles que unia as intenções dos adolescentes.
Nara beijava ele com tanta euforia, ele a retribua com fortes abraços, Nara lembrou das conversas que diziam o quanto ele beijava bem e a partir daquele momento ela começava a concordar.Apesar de habitar num ambiente cujo o clima é tropical quente-úmido, Nara nunca desejou tanto uma calor latente como aquele.Nunca pensou que seria daquele jeito, naquela hora, tão inesperadamente, tão inorexisavelmente, tão sem palavras, tão intenso. No meio do acontecimento para Nara, Pedro parou e simplesmente se jogou para o lado. Nara não quis falar nada, talvez porque aquilo tinha acontecido a pouco tempo e ainda era novo para ela, ou talvez porque sentimentos começaram a suscitar em seu coração, sentimentos de vergolha e humilhação - ela imaginava todo mundo falando do que que tinha acabado de acontecer. Então um ódio repentino surgiu causando uma fúria exorbitante a tal ponto que Nara subiu no corpo deitado de Pedro e o enforcou, tentando e conseguindo lutar contra ele e matá-lo.

A satisfação enchia seu coração, um excitamento pulsante encheu corpo nú de Nara, como era novo aquilo. Nara novamente não sentia culpa ou arrependimento ,então, não foi difícil deixar o corpo despido de Pedro na cama, e nem vê os lábios rosados do rapaz se tornarem pálidos, nem admirá-lo estático de olhos abertos.

Dúvidas? Perturbações? Nara não tinha mais nada disso a partir de então: ela já tinha certeza do que ela era, do que ela poderia ser e do que ela viria a ser.

Um comentário:

Laércio Barbosa disse...

eu gostei pra caramba da historia!eh um livro ou uma metafora para laguem hein davi?




well...nice work^^